O diminutivo de qualquer palavra denota, sempre, uma dose de carinho e afeição. O aumentativo, ao contrário, dá idéia de grandeza, mas também uma idéia de brutalidade e violência. Há uma tendência generalizada em chamar estádio ou ginásio de esportes pelo aumentativo. O exemplo mais recente é o Estádio João Havelange, no Rio de Janeiro, denominação que quase ninguém conhece, mas sabe-se do “Engenhão”. Outros locais, em todos os lugares do Brasil, também carregam a sina de tais apelidos, algumas vezes carinhosos, como “Mineirão” e outras vezes com sentido pejorativo. Na minha cidade – Guariba – existe um ginásio conhecido por “Bagação”; em Jaboticabal existe o “Botinão”, muitas vezes confundido com “Sapatão”; no norte, o “Mangueirão”. Na nossa região, dois casos são típicos: em Sertãozinho, tem o “Docão” e, em Franca, o “Pedrocão”. Soam mal, ambos os apelidos. No caso específico de Franca, o nome homenageia um dos mais importantes esportistas que a cidade já teve, Pedro Morilla Fuentes, conhecido por “Pedroca”. “Pedrocão”, não. “Pedroca” soaria mais bonito e afetuoso para o ginásio. Em geral é a imprensa que dá esses apelidos e o povo aceita mas a imprensa também pode mudá-los.
Luiz Barichello Netto
é leitor do Comércio da Franca
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