Homem se ‘casa’ com três irmãs e tem 21 filhos


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PAI E FILHOS - O pedreiro Carlos Custódio (em pé) com André Luís, Anderson, Sanderson e Giovani, 4 dos 21 filhos. “Eles entendem a situação. Apesar dos transtornos, a família é unida”, disse o pai
PAI E FILHOS - O pedreiro Carlos Custódio (em pé) com André Luís, Anderson, Sanderson e Giovani, 4 dos 21 filhos. “Eles entendem a situação. Apesar dos transtornos, a família é unida”, disse o pai
No filme Eu, Tu, Eles, a personagem de Regina Casé, a Darlene, vive numa cidadezinha do Nordeste com Osias, Zezinho e Ciro, seus três maridos. Mãe de um filho, teve mais três crianças depois de conviver com mais de um homem. Em Restinga, a menos de dez quilômetros de Franca, uma história parecida se desenrola há anos. A diferença é que no centro dessa história está um homem e o número de filhos é bem maior. O pedreiro Carlos Humberto Custódio, mais conhecido como Carlim Pretim. Ele já se relacionou e morou com três mulheres ao mesmo tempo sob o mesmo teto. E, por incrível que possa parece, as três são irmãs. Perdeu as contas de quantos casos extraconjugais teve e, hoje, com 50 anos, é pai de 21 filhos, sendo 12 entre as três irmãs. O mais velho está com 34 anos e o caçula tem um ano. Os herdeiros moram em Franca, Restinga, Uberaba e Uberlândia. Carlim diz ter contato com todos eles. O pedreiro nasceu em Conquista (MG), mas mora em Restinga desde meados de 1980. Conheceu a paternidade aos 16 anos e só “fechou a fábrica de filhos” no ano passado. Dos relacionamentos amorosos com as três irmãs, nasceram 12 filhos: quatro filhos com a primeira, com quem é casado no civil; seis com a segunda e mais duas filhas com a outra irmã. Tempos atrás, durante cerca de oito anos, o marido, as três “mulheres-irmãs” e os filhos viveram na mesma casa. Hoje moram separados. “Elas não aceitavam, não. Tinham ciúme demais uma da outra, mas aí eu conversava e dava tudo certo. Era muita gente e eu não podia pagar aluguel para todo mundo. Vivíamos todos juntos e eu economizava”. O resultado dessa “união” foi uma maratona de partos. “Não é brincadeira. Em um ano, levei todas as mulheres para ganhar nenês. Fui numa semana, depois voltei com outra mulher e dali mais uns dias, estava com a outra tendo parto, tudo pertinho. Num ano só, tive quatro filhos. Os meninos entendem a situação e se dão bem. Já aconteceu mesmo, né?”. Pelo menos para os irmãos gêmeos Sanderson e Anderson, de 19 anos, a formação da família é divertida e o pai, “um exemplo a ser seguido”. “É bom ter muitos irmãos. Não temos problemas em ter meio-irmãos que são primos ao mesmo tempo. Já estamos acostumados. Quero arrumar uma namorada com cinco irmãs”, disse Sanderson, gargalhando. Com tanta gente, Carlim tem dificuldades de lembrar nomes e idades dos 21 filhos. Apesar de pagar só duas pensões alimentícias no valor de R$ 350, fica atento para não atrasar, pois sabe que pode ir preso se falhar com o pagamento. “Já até recebi um mandado, mas paguei antes de complicar as coisas pro meu lado”, disse ele que recebe cerca de R$ 2 mil por mês. MAS O QUE ACONTECE? Mulherengo? Carlim não se acha. “Sempre fui um homem bonzinho, de coração bom, trato as pessoas bem, tenho carisma. Deve ser isso”, disse. Nem mesmo ele entende os envolvimentos com várias mulheres. “É complicado demais explicar. Quando passei a noite com uma irmã pela primeira vez, eu mesmo contei para minha mulher. Foi um bafafá só. Meu sogro, as pessoas, ninguém concorda com essa história. Até hoje nem eu entendo como tudo aconteceu”. Carlim vive passando por situações constrangedoras com as ‘mulheres-irmãs’. “Já levei tapas delas, briguei e até pedradas me deram”. Hoje, o pedreiro mora com a “mulher oficial” e os filhos que teve com ela. Até três dias atrás, dormia com a segunda irmã também, mas, segundo ela, terminaram no último sábado. A terceira “mulher-irmã” não conversa com eles. “Ela não fala com a gente e não mora aqui. Está com outro companheiro e em Franca”. Carlim acha que é sorte a primeira companheira continuar com ele. Ao ser questionado se aceitaria a situação inversa, foi categórico: “Eu largava na hora e mandava ela ir embora. Eu não ia aceitar de jeito nenhum”. Restinga inteira sabe da trama envolvendo Carlim e as três irmãs. Tanto é que os amigos sempre o aconselharam e, depois de muitos anos, o convenceram a fazer vasectomia. “Operei faz um ano. Agora estou mais seguro”, brinca. O marido não deixou sua mulher oficial ser entrevistada. “Não, ela vai me colocar para fora de casa”.

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