68,9% da população regional é atendida


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A secretária de Saúde de Patrocínio Paulista e médica de família Regina Lopes tem um grande carinho por Filomena Graciosa
A secretária de Saúde de Patrocínio Paulista e médica de família Regina Lopes tem um grande carinho por Filomena Graciosa
Na região de Franca, o PSF (Programa de Saúde da Família) atende 97 mil pessoas, num universo de 141 mil habitantes. Para dar conta de tanta gente foram formadas 30 equipes. Juntas, elas são responsáveis por 68,9% da população (exceto Franca). O índice é superior aos Estados de São Paulo (23,19%) e de Minas Gerais (54,82%). A região supera até o índice nacional que é de 43,9% dos brasileiros atendidos. O número de equipes por município varia de acordo com o porte da cidade. Normas do Ministério da Saúde determinam que cada equipe seja responsável por grupos de 3 mil a 4 mil pessoas. Entre as obrigações dos agentes comunitários, estão: os cadastros das famílias, que devem estar acompanhados de um perfil completo que abrange desde a profissão até o histórico de saúde dos integrantes da casa. O perfil tem por objetivo fazer com que o médico conheça melhor a população na comunidade onde trabalha. O Programa de Saúde da Família funciona a partir de uma parceria entre os governos federal, estaduais e municipais. No ano passado, o Ministério da Saúde investiu R$ 3,2 bilhões no PSF. [FOTO2] Cada equipe recebe até R$ 8,1 mil mensais. O dinheiro é usado no pagamento de salários e investimentos. As prefeituras cobrem as demais despesas que variam de uma cidade para a outra. Os governos estaduais ficam responsáveis em criar programas de incentivo. Em São Paulo, existe o Qualis (Qualidade Integral à Saúde), que foi implantado em 101 municípios dos 645. Na região, apenas Restinga é contemplada. Até o fim do ano, o governo paulista deve investir R$ 25 milhões no programa. Os R$ 8 mil repassados mensalmente para Restinga são destinados ao PSF do assentamento da Fazenda Boa Sorte. “Se não fosse essa verba, não teríamos como manter uma equipe só para as famílias do assentamento”, disse o secretário de saúde de Restinga, Donizete Montagnini. Em Minas Gerais, foi criado o “Saúde em Casa”. O programa foi implantado em 829 cidades dos 853 municípios mineiros. O investimento do governo mineiro é de R$ 48 milhões por ano. Claraval é uma das cidades contempladas. Mensalmente, o posto do PSF recebe R$ 1.250 para ajudar nas despesas. Para o secretário de Saúde, Luciano Dutra, 30, o incentivo tem contribuído para consolidar a saúde básica no município. “Conseguimos montar grupos de hipertensos e diabéticos que recebem uma atenção maior a partir dessa ajuda do governo estadual”. O resultado não poderia ser melhor. “Com a criação dos grupos, conseguimos reduzir os gastos com medicamentos”.

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