Dj Prodígio


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Ele é DJ residente da Xxxperience, já tocou nas principais festas da cena eletrônica como Millennium Trance, Tracedence, Megavonts, GMS Tour, Tip World Tour, Spun Records Tour, entre outras. Também já tocou ao lado de nomes consagrados do Trance internacional como Astrix, Raja Ram, Shanti, SUN Project, Talamasca, Skazi, Parasense, Dimitri Nakov, além dos Djs brasileiros Rica Amaral, Skulptor, Gabe (Wrecked Machine), Mack, e Feio. Com um currículo desse parece que estamos falando de um DJ que beira os 30 anos. Mas não, esse é um breve histórico profissional do DJ Yasser Hanzi, de apenas 16 anos, que tocou neste fim de semana na tenda eletrônica do Interunesp e não deixou ninguém parado por um minuto com seu Psy Trance. O garoto de Ribeirão Preto se interessou pelas pick-ups com 7 anos. Enquanto seu pai, Tim Hanzi, 43, que já foi DJ, trabalhava com artes plásticas e decoração flúor para decoração de raves, Yasser ficava fuçando nos seus vinis. “Ele pegava um banquinho e subia em cima para alcançar a pick-up e ficava mexendo. Eu tinha medo que ele quebrasse meu equipamento, aí dei um vinil de techno para ele mexer”, contou o pai orgulhoso que acompanha todos os passos do DJ. “Hoje ele já tem um público grande, mas eu não ajudei ele, eu não ensinei, ele aprendeu tudo sozinho e eu estou sempre junto. Vou em todas as festas com ele. Nós escolhemos onde ele vai tocar porque tem lugares que são longe, as viagens são canssativas e ele precisa estudar”. Dedicado, utilizando apenas o equipamento de som do pai, Yasser começou tocando techno, mas logo surgiu a identificação com o estilo psy. “É um som mais leve, mais agitado, mais psicodélico, combina com a decoração que meu pai faz”. Yasser comprou uma apostila de edição e produção de desktop music e a partir daí começou a criar e produzir suas músicas, se inspirando nos melhores produtores de psy trance, como Alien Project, Neuromotor, Skazi, GMS, Ticon, Astrix e S-Range. Com a casa sempre cheia de pessoas ligadas à cena eletrônica, o som que vinha dos fundos de casa começou a chamar a atenção. “O pessoal ia em casa buscar a decoração das festas, ouvia o som da pick-up e perguntava quem era que estava tocando. Eu falava que era meu filho e eles não acreditavam. Foi assim que surgiu o primeiro convite para ele se apresentar, no Mercado Mundo Mix, em São Paulo, quando ele tinha uns 9 anos”, conta Tim. O pequeno DJ despertou a atenção do DJ e produtor musical Rica Amaral - organizador da Xxxperience - e ele foi convidado a tocar na festa. “Ele tocou durante o dia e a gente precisou colocar dois apoios para ele alcançar a pick-up”, lembra o pai. A partir daí, Yasser começou a conquistar seu espaço. Em 2002, o DJ foi convidado para tocar na Orbital, de Sorocaba, e lá foi feita uma matéria com ele para o programa Fantástico, da Rede Globo. No mesmo ano, Rica Amaral o convidou para ser residente na Xxxperience. No ano seguinte foi o primeiro DJ brasileiro convidado para fazer parte do casting da Spun Records, uma das maiores gravadoras de psy trance do mundo. Yasser, que ouve desde rap, hip hop até música clássica, jazz e blues, disse que o fato de lidar apenas com pessoas mais velhas nas festas não o incomoda, pelo contrário. “Freqüento essas festas desde muito novo, o que me incomodava era o pessoal novo mais bobo. Sempre andei com pessoas mais velhas”. As pick-ups não devem fazer parte de toda a vida de Yasser. Ele já tem um estúdio e pretende ser um produtor musical. “Não tenho só uma influência porque hoje a cena está muito grande. Mas devo muito ao Rica que sempre me ajudou muito”. O pai atento concorda e apóia. “Eu espero que ele não fique para sempre nesse meio, quero que ele seja um bom produtor musical, é o que ele quer. Ser DJ é mais uma diversão, ele vive disso, tem as coisas dele, mas não é para viver disso pra sempre”.

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