Vinte dias após o assassinato do comerciante Benedito Estevan de Andrade, 54, Adalberto do Nascimento Corrêa de Oliveira, 30, voltou ao local do crime e mostrou à polícia como ele e dois amigos assassinaram a vítima com golpes de pau e barra de ferro.
A reconstituição serviu para a equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) esclarecer as dúvidas existentes. “Ficou claro que os três planejaram o crime. Agiram à traição e não deram a menor chance de defesa para a vítima. A intenção dos autores era roubar R$ 18 mil que Benedito havia recebido dias antes”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
O assassinato aconteceu na madrugada do dia 31 de outubro na chácara em que vítima e autores moravam na rodovia Franca/Ribeirão Corrente. A morte teria sido arquitetada por Francisco de Assis Honório, 42, sócio de Benedito Estevan. “Ele nos chamou e ofereceu R$ 6 mil para matar o cara. Não quis explicar os motivos”.
Para atrair a vítima ao quintal, simularam que a propriedade estava sendo assaltada. Quando Benedito saiu para ver o que estava acontecendo, Adalberto o agrediu com uma barra de ferro na cabeça. Como ele não caiu, Francisco se aproximou e desferiu vários golpes na sua nunca até confirmar que ele estava morto.
João Batista Stanguini Pandieri ficou dando cobertura e ajudou a limpar a cena do crime. Os três fugiram em seguida. “O autor é uma pessoa fria e contou detalhes sem demonstrar arrependimento. É mesmo um indivíduo perigoso” disse Murari.
Adalberto já esteve preso anteriormente por roubo, formação de quadrilha e extorsão. Já fugiu da cadeia quatro vezes. Devido aos seus antecedentes, policiais armados o vigiaram o tempo todo durante a reconstituição. Não houve problemas. Ele está no presídio do Jardim Guanabara e deve ser recambiado para um CDP em breve.
A Justiça expediu um mandado de prisão contra Francisco e João Batista, mas eles continuam foragidos. O trio responderá por latrocínio, pois roubou celulares e R$ 18 mil da vítima.
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