Não concordo com o padre (José Geraldo Segantim) quando diz: “A morte, para os cristãos, é o fim da vida vivida nesse mundo” (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=23133) porque eu sou cristã e não acredito dessa forma. Ele deveria dizer que essa é uma crença católica. A tradução da Bíblia para o Português deixa claro que “vida” é o mesmo que “alma” e portanto o citado versículo que diz que “morremos apenas uma só vez” refere-se à alma e não ao corpo físico. Aliás, nem o corpo físico morre: vira pó e mistura-se com a terra, que é viva e vai se integrar outros seres vivos da natureza. O que acontece com a alma é uma sucessão de idas e vindas ao plano espiritual, porque enquanto nessa alma houver transgressão, Deus, zeloso dessa alma a visitará no seu retorno ao plano físico na sua terceira ou quarta geração para expiação dos seus pecados (Êxodo 20,5). Os antigos também acreditavam nisso, por isso, Jesus disse que João Batista era o retorno do profeta Elias (Mateus 17,10 a 13). No Evangelho de São Mateus, capítulo 22, versículo 32 está escrito que Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos, por isso é o Deus de Abraão de Isaac e de Jacó. A verdadeira morte é a citada no Apocalipse como a “segunda morte”, que é a morte da alma fracassada, aquela que, após vários retornos com incorrência nos mesmos erros, foi excluída do livro da vida. Será lançada no lago de fogo, onde há pranto e ranger de dentes (Apocalipse: 20, 14 a15).
Rosa Santa Batista
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