Dia da consciência negra?


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Há abuso e hipocrisia da parte de negros (minoria na cidade) e hipocrisia da parte dos demais concordantes, no caso do feriado da Consciência Negra. O vereador (Marcelo Valim) diz que se trata de homenagem a Zumbi. Consciência negra é um substantivo abstrato que generaliza um povo, não um indivíduo. Mas o que significa, institucionalmente, consciência negra? É diferente das outras? A negra tem algo mais? É mais honesta? Mais correta? Mais sensível? Mais humana? Mais humanitária? Mais caridosa? Está mais perto de Deus? É mais sincera? É superior às outras? Mais humilde? É a preferida do Pai? Ter consciência é aceitar a realidade da própria existência, sofrível ou não. Todos nós, negros, brancos, amarelos, etc, estamos neste planeta por obra de Deus, Ele foi quem determinou que a vida de cada um é o que é, por razões que não compreendemos. Temos, portanto, de encarar nossas dificuldades e as injustiças sociais, pois isso lamentavelmente faz parte. Ter consciência negra não é buscar compensações morais por sofrimentos passados históricos. É enfrentar o dia a dia como os demais. Há muitos brancos e amarelos no Brasil e no planeta que penam igualmente. Sofrer preconceito não é exclusividade dos negros. Os nordestinos também sofrem preconceito. São chamados de “cabeça chata”. No Brasil é proibido por lei externar o preconceito racial, porém ele existe no sentimento de muitos. Se os negros merecem esse feriado, então os orientais e europeus que para cá vieram e muito contribuiram para o crescimento e desenvolvimento da cidade também fazem jus. Não demora vão inventar o feriado das consciências gay e lésbica, já que temos deputados representando tais categorias que também sofrem preconceito. Quando a justiça suspendeu o feriado proposto pelo vereador Marcelo Valim, ele considerou isso um desrespeito aos negros. Desrespeito sim, é ao setor privado, que dá empregos, amargar prejuízos com horas extras se funcionar, ou perder receita se acatar a homenagem. Marcelo M. Zwarg é leitor do Comércio da Franca ***** Eu acho que não existe raça que precise de feriados para ser lembrada. Para que parar a cidade por isso? Temos sim, que lembrar o quanto os negros foram e são importantes para o País, mas com eventos culturais e palestras, não com polêmicas. Denise é leitora do Comércio da Franca

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