Obra no canal já foi brecada pelo TCE


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O trecho que deverá ser canalizado tem sido motivo de dores de cabeça para o prefeito Sidnei Rocha (PSDB). No dia 4 de julho, ele anunciou que faria a obra e deu até preço para ela: R$ 3,8 milhões. Ficou, depois, mais de um mês sem tocar no assunto. Voltou a anunciar a mesma obra no “pacotaço” alardeado em 16 de agosto. Abriu até licitação. Mas, menos de uma semana depois, viu o TCE (Tribunal de Contas do Estado) recomendar a suspensão do processo licitatório. A motivação para a recomendação - que na administração pública soa como ordem - foi um recurso impetrado por uma das participantes da licitação, a Ambiental Engenharia, que alegou falhas técnicas no processo. “O edital dizia que não haveria alteração de preço, mas que poderia haver alteração nas especificações técnicas”, disse à época o presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Jerônimo Sérgio Pinto. O processo, então, permaneceu parado até sexta-feira, quando o prefeito anunciou que o Estado deverá pagar a conta para que as obras, enfim, saiam do papel. Outro episódio de cancelamento de obras no Bagres ocorreu com o “Escândalo no Bagres”, em março último, quando o próprio prefeito Sidnei Rocha suspendeu as obras de aprofundamento e alargamento do canal por suspeitar de fraude na licitação. O caso virou ação civil pública e tramita na Justiça francana.

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