A misteriosa morte do jogador de basquete americano Tony Lee Harris, 37, comoveu o técnico Hélio Rubens Garcia e seu filho, o capitão Helinho. Ambos conviveram com o atleta durante duas temporadas quando defendiam o time de Uberlândia. O treinador francano afirmou que o desempenho do jogador nunca deixou a desejar, mas que esporadicamente Harris apresentava distúrbios de comportamento. "Como atleta não tenho nenhuma queixa dele. Mas, de vez em quando, ele afirmava que tinha a sensação de estar sendo perseguido por alguém", disse.
Abalado pela morte do ex-companheiro, o armador Helinho afirmou que costumava almoçar com Harris em Uberlândia. "Como morávamos sozinhos, tínhamos o costume fazer as refeições juntos em restaurantes da cidade. Ele relatou por várias vezes que se sentia perseguido e isso já havia acontecido em sua passagem pela Coréia, onde atuou antes de vir ao Brasil", declarou Helinho.
O armador Tony Harris havia sido contratado pelo time de Brasília para a disputa do Sul-Americano de Clubes Campeões na capital federal. O jogador abandonou a delegação no dia 4 e embarcou em um ônibus para Goiânia. De lá, alugou um táxi que o levaria até Salvador, mas em Bezerra (GO), abandonou o veículo e desapareceu.
Seu corpo foi encontrado domingo, em uma propriedade militar, em Formosa, a 20 quilômetros de Goiânia. Há sinais de enforcamento com fio elétrico.
O Unimed/Franca também teve problemas com o americano que tentou contratar nesta temporada. Wendel Gibson foi voltou aos EUA após chorar copiosamente durante vários treinos.
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