O presidente da Federação Paulista de Basquete, Toni Chakmati, enviou na tarde de ontem uma carta à CBB (Confederação Brasileira de Basquete), na qual abdicou do cargo de representante brasileiro na Consubasket (Confederação Sul-Americana de Basquete). No texto, enviado à entidade nacional, o cartola afirmou que sua decisão tem caráter irrevogável e que já não estará trabalhando na próxima edição da Liga Sul-Americana, torneio organizado pela Consubasket. A demissão, segundo o presidente do Franca Basquete José Guilherme Calil Maia, poderia ter sido motivada pela insurgência dos clubes paulistas contra a CBB (Confederação Brasileira de Basketball), capitaneados por Franca. "Acredito que sua saída (a de Chakmati) tenha ocorrido pelo desgaste entre os clubes paulistas e a CBB. Isso mostra que ele está do nosso lado e fortalece ainda mais a Associação de Clubes", disse Maia.
Também na tarde de ontem, foi divulgada no site da Federação Paulista outra carta, intitulada "A verdade dos fatos". No documento, Chakmati criticou duramente a atual diretoria da CBB e afirmou existir falta de planejamento da entidade com realação às seleções brasileiras.
E continuou: “Sem títulos, sem participações Internacionais, batido até nas Categorias de Base, aleijado de Olimpíadas e Mundiais , Mundial sub-21, Mundial Juvenil, etc...Sem falar em Panamericanos e Sulamericanos tanto no masculino quanto no feminino. Falta preparação adequada. Falta trabalho sério. Muita invenção e pouca prática. Não temos patrocinadores, e os poucos que temos Sr. Presidente da CBB, bem aconselhado pelo seu subalterno, tratou de dizimá-los. Assim foi com o BCN, com o COC, com a Telemar e agora provavelmente com Franca”, em clara referência a possíveis problemas que o clube local terá para renovar o contrato com a Federação das Unimeds após ficar fora das duas competições internacionais a que tinha direito.
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