Ruy Castro une real ao fictício em livro


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D. Pedro I e uma decadente cortesã de nome Bárbara dos Prazeres são dois personagens reais da história brasileira, verificáveis em livros sobre o período pós-chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808. Que o primeiro quase perdeu a virgindade com a tal prostituta isso o leitor só encontrará registrado em Era no Tempo do Rei, do escritor Ruy Castro. O real está literalmente personificado na figura do príncipe d. Pedro I, com seus 12 anos, em 1810. O imaginário é Leonardo, menino de idade próxima à de Pedro, personagem extraído por Castro das páginas de Memórias de um Sargento de Milícias, romance de Manuel Antônio de Almeida, publicado em 1854. O único livro de ficção que Castro usou para criar sua história foi Memórias... . O autor afirma que fez questão de construir uma base documental sólida sobre a qual assentaria a ficção - a bibliografia incluiu quase 50 títulos. Na mescla de real e imaginário, salvo aos iniciados, pode-se restar a dúvida de que personagens são verdadeiros, quais são fictícios. “Mas de tal modo que, se o leitor souber que personagens como Bárbara dos Prazeres ou o padre Perereca existiram na vida real, vai achar mais interessante, pois reconhece o trabalho de pesquisa. Se não souber, eles funcionam perfeitamente bem como tipos imaginários. O leitor não perde nada se souber ou não se existiram”. O Rio de 1810 é o cenário de Era no Tempo do Rei. A transferência da capital do império para a cidade foi uma experiência “fabulosa”. “A família real trouxe todo o arcabouço cultural deles. Imediatamente cresceu a quantidade de serviços de banquetes, de peruqueiros, restauração de roupas etc. Foi uma revolução cultural de um dia para o outro”, diz o autor. Era no Tempo do Rei é da Editora Alfaguara/Objetiva, tem 248 páginas e o preço sugerido é de R$ 36,90. O livro não está disponível para pronta entrega nas livrarias de Franca, mas pode ser encomendado.

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