Cacá Bordini dança sentimentos


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“Uma história de amor é a chance para alguém sair emocionalmente de um lugar e chegar a outro, uma viagem da qual sorrisos e lágrimas podem ser o combustível, mas o grande meio de transporte é a reflexão”. Assim a bailarina francana Cacá Bordini define seu primeiro espetáculo - solo de dança contemporânea Quando um corpo comporta outro corpo nenhum coração suporta o pouco, que estreou ontem e segue em cartaz até hoje no Teatro Municipal, às 20 horas. Os ingressos custam R$ 10, inteira, e R$ 5, meia, além de um brinquedo que pode ser doado opcionalmente. Graduada e pós-graduada em Dança na Faculdade de Artes do Paraná, docente convidada na pós-graduação Teatro, Música e Dança para Educadores na Unifran e professora de dança na ETI (Escola em Tempo Integral), Cacá extraiu dos sentimentos provocados pelo fim de uma relação amorosa de mais de seis anos os movimentos de seu espetáculo. Quando um corpo... promove um olhar para as relações amorosas provocando sensações, sentimentos, lembranças em todos que já passaram pela misteriosa, desafiadora, encantadora experiência de amar. Não é uma narrativa linear. Antes de começar a ensaiar, eu escrevi um texto que está no programa no espetáculo e em cima desse texto eu comecei a criar os movimentos”, explica Cacá. Sobre o título do espetáculo, a bailarina disse que a frase é o resumo da produção, mas não dá muitas explicações. “Uma relação é uma troca, não adianta doar e não receber. Nenhuma relação suporta a falta da troca. O espetáculo é baseado numa experiência pessoal, existem muitas metáforas no palco e cada um que assistir pode absorver de uma maneira, prefiro não tirar isso do público”. A trilha sonora é composta por músicas de amor, como não poderia deixar de ser. Adriana Calcanhoto, Mariah Carey e Los Hermanos estão entre as músicas que inspiram Cacá, além de uma composição feita por Tuizim especialmente para o espetáculo. Os elementos cênicos também remetem às relações amorosas. Contas de aluguel e telefone, lençol, calcinha e brócolis dividem o palco com a bailarina. “O brócolis parece um buquê de flores, é uma verdura que eu como muito, que remete a essa minha relação e que significa o outro corpo”, explica Cacá. Quando um corpo... foi uma criação complexa para a bailarina que expõe ao público uma experiência íntima e pessoal transformada em arte. “É o meu trabalho mais difícil, mais verdadeiro, não há mentira cênica. É uma experiência transformada em metáfora, em movimento e do qual as pessoas têm que tirar suas próprias conclusões”.

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