Hoje, se deixa de dar à escrita, a importância que ela sempre teve.
Há pessoas que ‘comem letras’ no envio de mensagens pela Internet; ótimos policiais que ao elaborarem multas e boletins de ocorrência escrevem mal e dão margem a advogados para recursos e libertação de presos; médicos famosos e competentes cujos atestados e relatórios dificilmente são aceitos nas perícias; professores e outros profissionais que não conseguem sequer fazer um relatório, uma auto-avaliação. Pensam com propriedade mas não conseguem transferir seu pensamento para o papel. A continuar assim, cada vez que se redigir algo, o autor deverá ser enviado anexo, para explicar. A “modernidade” ainda vai nos tornar um ‘bando de analfabetos’... ou será que já não o fez? (O leitor se manifesta sobre Gazetilha, do Comércio, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=23408).
Euclides Marques
é leitor do Comércio da Franca
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