Alfredo Palermo
especial para o Comércio
Este cronista é daquele grupo de pessoas que, de tempos em tempos, se lembram de pensar de forma otimista no futuro do Brasil. Sim, porque apesar das crises políticas, típicas dos políticos, viram as páginas da História, onde os cancioneiros felizes celebram, com ritmos de ternura, a múltipla grandeza do País. E basta abrir um livro escolar, como o Estatuto da Língua Portuguesa, de Antônio Ravanelli, para se encontrar uma das mais belas canções do bardo Waldemar Henrique, Minha Terra. E relemos, tomados de sincera emoção, estes primeiros versos do poeta: “Este Brasil, tão grande e amado, // É meu País idolatrado, // Terra de amor e promissão, // Toda verde, toda nossa, // De carinho e coração”...
O leitor desejaria saber a causa desta alegria cívica, e, remetendo-o ao poema de Waldemar Henrique, no que me cabe explicar, tenho duas notícias da TV e dos jornais. Elas se referem a dois aspectos da geografia econômica do Brasil, cujo teor nossos patrícios terão a oportunidade de conferir. Elas vêm após o dia da Proclamação da República, mas divulgadas na véspera do dia 15: a primeira “Petrobras anuncia campo gigante que vai aumentar reservas em 50%”. O jornalista Celso Ming, do ‘Estadão’ (dia 9/11), registrou: “A descoberta de um campo gigante de petróleo e gás na Baixada de Santos é um acontecimento cuja importância transcende as dimensões econômicas e energéticas”.
A segunda notícia alvissareira foi-nos dada pelo ministro Alfredo Mesquita, dos Transportes, ao anunciar pela televisão, no mesmo dia 9/11, o projeto para o qual empresta o entusiasmo de todo o Governo Brasileiro, projeto de duas etapas grandiosas: “a) Construção da Estrada de Ferro Norte-Sul, unindo o Nordeste a São Paulo; b) Construção do Trem-bala, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, em percurso de uma hora”.
As duas notícias têm não só fundamento histórico como significado econômico e patriótico, pois une as Regiões Sul, Norte e Nordeste, aspirações pluricentenárias de unidade espiritual e sentimental das comunidades que, ao longo do tempo, vêm pleiteando o amplexo duradouro da Alma Brasileira.
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