Por ano, cidade ganha mais de 6 mil motoristas


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O estudante João Paulo Miras, 19, beija sua carteira provisória ao lado do seu carro. “Foi uma conquista”
O estudante João Paulo Miras, 19, beija sua carteira provisória ao lado do seu carro. “Foi uma conquista”
Mais de 6 mil francanos conquistam o direito de dirigir por ano. São pessoas que conseguem junto à Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) tirar a carteira nacional de habilitação (CNH). A maioria são homens entre 18 e 25 anos. As categorias mais procuradas são as que dão direito a pilotar motos e carros. Para se ter idéia do volume de novos motoristas, a cada 1h40, uma nova CNH é emitida em Franca. Esse número já foi maior. Há dois anos, a média era de um novo motorista a cada 1h20. A queda de lá pra cá chega a 24%. Os custos do processo para a obtenção do documento, que variam de R$ 700 a R$ 800, ajudam a explicar a redução na procura. Para o delegado Marcelo Caleiro, titular da Ciretran, o número de novas habilitações é normal. “Para um município do porte de Franca, não vejo nada de extraordinário neste volume de CNHs. Temos um padrão muito parecido com o de outras cidades do mesmo tamanho de Franca”. Não é possível saber a quantidade total de motoristas que circulam com carteira autorizada na cidade atualmente. “Não temos este controle”. Para o chefe da Divisão Municipal de Trânsito, Sérgio Buranelli, o grande número de motoristas que são autorizados a dirigir por ano em Franca tem uma ligação direta com a quantidade de acidentes. “A maioria dos novos motoristas é jovem e, infelizmente, muitos não sabem lidar com a responsabilidade que é ter um carro na mão. Abusam da velocidade e desrespeitam as leis de trânsito. O resultado, claro, são os acidentes”. O papel dos pais na orientação dos filhos e das escolas na conscientização destes jovens são os caminhos apontados por Buranelli para diminuir o número de acidentes e mortes no trânsito . O estudante Antônio Carlos Marangoni, 18, não vê a hora de sentir o ‘gostinho’ da liberdade que sua CNH lhe garantirá. “Não quero perder tempo. Dependo dos meus irmãos para trabalhar e isso é muito chato. Vou tirar carta de carro e moto, vai ajudar bastante”. Sobre o risco de acidentes, João diz que será cuidadoso. “Sei da responsabilidade que terei”.

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