Médico suspenso por uso de drogas falta a depoimentos


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Duas semanas após ser suspenso pela administração municipal sob a suspeita de envolvimento com drogas, o médico da Prefeitura, WGB, 33, desapareceu. Não apareceu para depor na sindicância aberta para apurar sua conduta no trabalho. Também não foi encontrado para depor na polícia no inquérito em que figura como vítima de extorsão por traficantes da cidade. Há duas versões para seu sumiço: ele teria deixado o País ou se internado para tratamento. Em pouco mais de um ano, o médico se envolveu em três graves ocorrências motivadas por entorpecentes. Na mais recente, ocorrida durante o Feriado de Finados, teria sido mantido como refém por traficantes em uma boca-de-fumo do Jardim Guanabara. Ele teria fumado pedras de crack por várias horas e, sem dinheiro para quitar a dívida, teria sido preso pelos traficantes. Sua namorada, uma enfermeira da Prefeitura, teria pago R$ 150 para que ele pudesse ser liberado. Antes, já havia respondido à sindicância acusado de trabalhar drogado. No mês passado, uma dupla armada invadiu a UBS do Jardim Aeroporto para matá-lo, supostamente, por ter envolvido a irmã de um dos indivíduos com drogas. No dia 6 de novembro, a Prefeitura decidiu suspendê-lo até a conclusão do processo disciplinar. Desde o afastamento, o médico não foi mais visto. Mandou desligar o telefone e deixou a casa em que morava em Batatais. O endereço que mantinha na Vila Industrial, em Franca, também foi desocupado. “Precisamos dar andamento na sindicância e ouvir suas explicações sobre as denúncias, mas ele sumiu. Se não conseguirmos encontrá-lo, vamos fazer a intimação por edital”, disse o secretário de Governo, Odair Tristão. A Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) abriu um inquérito para averiguar a ocorrência de extorsão e tráfico de drogas no episódio em que ele foi mantido como refém. O médico não apareceu para dar sua versão. “Mandamos fazer a notificação, mas não houve resposta. Neste caso, ele figura como vítima. Se não for encontrado, teremos que arquivar o inquérito”, lamenta o delegado Sidnei Martins. A polícia recebeu uma informação não oficial de que o médico teria viajado com a mãe para Portugal. Já uma outra pessoa do círculo de amizades de WGB informou à Prefeitura que ele estaria se tratando em São Paulo. Não é apenas o médico viciado que foi obrigado a mudar sua rotina. Sua namorada, enfermeira, também fez um pedido para se afastar da Prefeitura. Caso não obtenha licença, pretende se demitir. A solicitação ainda não foi apreciada.

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