Improbidade é a causa mais freqüente para desligamentos


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Denúncias de corrupção e improbidade lideram a lista dos motivos que levaram o prefeito Sidnei Rocha a “recomendar” que membros do alto escalão saíssem de cena. Pelo menos em seis casos, denúncias, processos judiciais ou suspeitas de conduta irregular antecederam a saída dessas pessoas. Em escândalo, ninguém bate Wilson Teixeira. Além de uma ação civil pública, motivada pelo Escândalo do Bagres, e uma investigação policial, há três inquéritos contra ele no Ministério Público - dois na Cidadania e um no Urbanismo. Todos envolvem fraude e improbidade administrativa e podem virar processos judiciais. Por conta de tudo isso, perdeu o cargo de secretário. O policial militar aposentado Marcos Régis Cordeiro foi outra escolha equivocada de Sidnei Rocha. Indicado para comandar a Divisão de Segurança e Trânsito, “coronel Régis” foi abusado: convocou homens da Guarda Civil Municipal, que deveriam estar cuidando dos próprios da Prefeitura, para fazerem segurança em uma festa particular que ele promoveu em sua chácara. Enquadrado pelo prefeito, disse que não pediria demissão. O tucano, então, o exonerou. Cheia de problemas, também, foi a gestão de João Carlos Furlan à frente do Dinfra. Contratado para comandar a liquidação da empresa, Furlan contratou duas firmas de engenharia, Akkar e Qualiterra, para auditar 720 lotes do Distrito Industrial a um custo de R$ 27 mil. A primeira não tinha CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) nem registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Já a segunda foi indicada por uma consultora da qual o próprio Furlan era sócio. Acabou processado pelo MP e desligado do Dinfra. INCOMPETENTE O caso do ex-secretário Eduardo Sandoval é diferente dos demais. Escolhido pessoalmente por Rocha para assumir a complexa Secretaria de Saúde, o médico teve dificuldades desde o início. Primeiro, encontrou resistência entre os próprios colegas de trabalho. “Ele quis dar uma de doidão, peitando os colegas, e quebrou a cara. Os médicos da rede não gostavam dele”, disse uma fonte na secretaria. Depois, não soube administrar os problemas da área, principalmente no atendimento do Pronto-Socorro “Dr. Janjão” e do serviço de ambulância. Seis pessoas morreram, em seis meses, à espera de socorro. A pressão popular era grande e isso pegou mal para o prefeito Sidnei Rocha, que alardeou durante sua campanha à Prefeitura que o problema da saúde era gerencial e que ele e sua equipe resolveriam em quatro meses. Pressionado, Sandoval desistiu e pediu exoneração.

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