Ex-Emdef, Alexandre Godói é o último dos degolados


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O último servidor público a sair da administração após uma denúncia de improbidade foi o engenheiro e ex-presidente da Emdef Alexandre Godói, no último dia 9. Ele pediu demissão após ter seu computador na empresa apreendido por um Fiscal de Justiça, a pedido do Ministério Público, e encaminhado para a polícia, que analisará seu conteúdo. Godói é suspeito de ter utilizado a estrutura da Emdef em benefício próprio, fazendo o projeto de asfaltamento e os testes de compactação de asfalto “por fora” das Chácaras Ana Dorothéia durante o expediente de trabalho, recebendo salário da Emdef. Para piorar a situação de Godói, dois decretos, ambos de 1997, determinam que o presidente da Emdef tem a obrigação de fiscalizar as obras de parcelamento de solo, ou seja, loteamentos, em parceria com a Secretaria de Planejamento, à época chefiada por Wilson Teixeira. O que poderia ser somente uma coincidência evidencia ainda mais o envolvimento de Godói nas irregularidades que envolvem o Ana Dorothéia, já que Teixeira é um dos proprietários da Imobiliária Parati, a responsável pela comercialização do loteamento. Durante a última semana, Godói foi procurado para falar sobre o assunto. Apenas admitiu que pediu demissão, após 12 anos de Prefeitura. “Isso (detalhes sobre a investigação) você vai ter que saber lá no Ministério Público”. O promotor de Justiça Paulo Borges foi cauteloso e não quis se aprofundar nos comentários sobre o caso. De acordo com ele, o inquérito está em uma fase delicada e é necessário discrição. “Há vários indícios, mas o laudo pericial será fundamental para saber que caminho seguirei nas investigações”, disse.

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