A coleta das células tronco do cordão umbilical da segunda filha de Jaqueline e Paulo Prado acontecerá no Hospital Regional de Franca, assim que a criança nascer. O procedimento será realizado por médicos da própria instituição, já treinados para isso. A coleta do sangue é feita em bolsas, sendo retirados cerca de 200 mililitros (um copo americano). Após esta etapa, o conteúdo será transportado e armazenado congelado no laboratório Criovida, no Instituto Hermes Pardini de Belo Horizonte (MG).
Segundo Guaraci Monteiro, representante do Criovida na região, a probabilidade de utilização das células pelo doador é de 100% e por parentes, como a irmã, reduz para 25%. “É um número pequeno, mas grande se comparado com doação autóloga, ou seja, de outra pessoa que não seja parente. Depois de retirar as células, tem de rezar e torcer para ser compatível”.
Os exames para checar a compatibilidade entre as irmãs deverá ser feito em Franca ou Ribeirão Preto. Se der positivo, o transplante de medula poderá ocorrer no Hospital das Clínicas em Ribeirão, pois oferece esse tipo de serviço.
Para fazê-lo, o paciente tem de estar com a doença controlada. “Tratamos a pessoa com altas doses de quimio e depois de radio no corpo todo para ‘matar’ a medula. Depois infunde-se a medula óssea doada ou as células tronco de cordão pela veia, como se fosse transfusão de sangue. Essas células vão migrar e repovoar a medula”, explica o médico.
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