Coisas que irritam


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Até mesmo numa sexta-feira, o dia oficial da cerveja. Pode me chamar de chato, alienado, utopista e até de ranheta, mas outra coisa que me irrita é a sujeira. Eu me incomodo vendo pessoas em Franca jogando papel no chão. São dois erros. Os que distribuem e os que pegam. Por que pegar o maldito papelzinho? O brasileiro, em sua infinita bondade, se sente consternado de passar reto e deixar aquele pobre panfleteiro no vácuo. Assim ele pega o papel só para agradar o sujeito e em seguida joga no chão. Resultado: ruas abarrotadas de papéis, bueiros entupidos e esgoto transbordando em dias de chuva. Outra coisa irritante é ter de pagar imposto de carro, seguro e taxinhas e depois o flanelinha (vigiadores de carro). E ai de você se não pagar. Coisa irritante também é ter que interromper a refeição para atender um vendedor de gás - como gostam de perturbar na hora do almoço - um pedinte insistente ou um fanático pregando a palavra de Deus. Em Franca há coisas irritantes demais. E como! Uma delas é saber que aquele IPTU de anos atrás e aquela velha multa de um carro que você nem tem mais volta a ser cobrado pela Prefeitura. Irritante também é você receber visita fora de hora e quando os visitantes não têm a mínima pressa nem desconfiômetro. Lá em casa a Rita - tomara que ela não leia essa coluna - costuma colocar uma vassoura com o cabo para baixo, atrás da porta, na doce intenção de a visita demorada e monótona lembrar-se de fazer as despedidas e ir-se embora. Nunca funcionou. Pelo menos nunca vi resultado prático. Até parece que segura mais o chato em casa. Certo dia, enquanto a Rita atendia uma dessas visitas intragáveis, que gosta de falar da vida dos outros, eu estava de saída e me esqueci dessa superstição. Abri a porta, pisei no cabo da vassoura e recebi uma tremenda pancada no nariz que quase me derrubou ao solo. Soltei um grito, mais de susto e, pela primeira vez, a estratégia da Rita deu certo. A visita, sem graça, se despediu. Até hoje não voltou em casa. Tem ainda aquela visita que carrega uma criança superatentada, quebrando as coisas da sua casa, sujando o banheiro e o pai e a mãe da criatura nada fazem. Que raiva! Irritante é mulher ciumenta. Tenho um amigo que a esposa não o deixa mais entrar na igreja católica, tudo porque o padre usa saia. É irritante esse povo que fica me enchendo a paciência, oferecendo cartão de crédito ou dinheiro emprestado. Irritante é o clima natalino consumista que se aproxima. E as filas nos bancos?! Meu Deus! As filas! Devo ressaltar uma questão: o que irrita a existência de cada cidadão não são as filas, propriamente ditas. O mal, o enervante, é o banco possuir cinco, seis, oito caixas e somente dois estarem funcionando. Por que isso? Para que me iludir com aquela grande quantidade de guichês? O que eu fiz contra os bancários para sofrer tanto? Para finalizar, querem saber o que me deixa irritado ao extremo? É ver a praça da Estação abandonada, em ruínas. A Prefeitura só tem olhos para a praça central, o resto é lixo. POSITIVO Emocionante a apresentação da dupla de cantores líricos francanos Saulo Couto e Giovana Mantovani na tarde do último sábado, 10, no quadro “Quem Sabe Canta, Quem Não Sabe Dança” do programa Raul Gil (BAND). Esta foi a terceira apresentação da dupla, que passou em todos os testes até agora e já conquistou os jurados e telespectadores. Saulo e Giovana cantam e encantam e estão divulgando o nome de Franca para todo o País. E precisam de apoio. NEGATIVO Virou mania em Franca a CPFL cortar galhos de árvores e atirá-los nas ruas de qualquer maneira, não se importando se atrapalham ou não o já confuso trânsito da cidade. Na Rua Coronel Tamarindo, um enorme galho que havia se enroscado nos fios de alta tensão foi retirado pela CPFL e atirado na rua. Isso há 15 dias. Os motoristas o retiram e jogam na calçada. Os pedestres o devolvem à rua. E assim vai... Falta sintonia entre a CPFL e a Prefeitura de Franca. E responsabilidade, mais ainda. FELICIDADE Lula não cabe em si com o novo achado de gás e petróleo na Bacia de Santos. Quer até entrar para a Opep e quem sabe, futuramente figurar como um sheik. No caso Lula-Alah. BAR DO CANIBAL Viajando por uma região de canibais, o antropólogo chegou a uma pequena lanchonete no meio da selva. O cardápio lhe chamou a atenção: Missionário frito = 30 dólares, Guia de safári ao molho pardo = 25 dólares, Político ao forno = 175 dólares. - Mas por que esta disparidade de preços em relação ao político? - perguntou intrigado o antropólogo. - Simples. É mais difícil de ser caçado (cassado) e leva horas cozinhando - respondeu. - Além disso - justificou - o senhor, por acaso, já tentou limpar um deles?

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