O envolvimento com criminosos acabou custando a vida do cabeleireiro Benedito Estevan de Andrade, 54. Ele foi morto em 30 de dezembro. A equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais esclareceu o crime e afirma ter identificado os autores.
Segundo a polícia, Francisco de Assis Honório, 42, sócio da vítima, encomendou e participou de sua morte. O acusado deu R$ 12 mil para que dois amigos matassem Benedito. A expediu, ontem, mandado de prisão contra ele.
Foi o próprio Francisco que “encontrou” o corpo do cabeleireiro na manhã do dia 31 de outubro debaixo de um pé de manga na chácara em que moravam na saída de Franca para Ribeirão Corrente. Para dissimular, ainda chamou os bombeiros, mas o amigo já estava morto por causa de pancadas recebidas na cabeça. Eles eram sócios na compra e venda de veículos e numa franquia de venda de perfumes.
Desde o dia do crime, Francisco passou a figurar como suspeito e foi interrogado, negando participação. Um celular levado da casa da vítima foi a chave para a Polícia Civil elucidar o assassinato. A polícia descobriu que o aparelho estava em Leme (SP) com um outro suspeito. Na quarta-feira, os investigadores Régis, Amato e Nilson foram até a cidade e prenderam Adalberto do Nascimento Corrêa de Oliveira, 30.
Foragido da penitenciária de Itirapina - onde cumpria pena por roubo, formação de quadrilha e extorsão - usava documentos falsos em nome de Denílson Mário da Silva. “Ele estava escondido em um rancho na região e tentou fugir quando chegamos. Tivemos que perseguí-lo e dar tiros de advertência para prendê-lo”, disse Régis.
Recambiado para Franca, Adalberto confessou participação. Disse que ele e o amigo João Batista Stanguini Pandieri, que também estavam morando na chácara onde ocorreu o crime, foram contratados por Francisco para matar a vítima. No dia, atraíram Benedito para o quintal, simulando que a propriedade estava sendo roubada, e o agrediram com golpes de barra de ferro e com uma “mão-de-pilão”, pau usado para socar cereais. Francisco disse à polícia que o cabeleireiro estava lhe devendo e o ameaçava matar quando cobrado. Como não havia mandado de prisão quando prestou depoimento, Francisco foi liberado e encontra-se foragido, o mesmo acontecendo com João Batista, contra o qual também foi expedido manddo de prisão. .
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