Para encerrar os shows do Interunesp com chave de ouro, quatro bandas e dois DJs e o público de cerca de 15 mil pessoas vão fazer as estruturas do Pavilhão “Américo Pizzo” (antiga Francal) tremer hoje à noite. Como em toda a programação da festa, a última noite vai agradar gregos e troianos.
No palco principal, quem esquenta a galera, a partir das 23 horas, é a banda URV, de Matão, que toca do soul, reggae e faz cover de O Rappa. Com 12 anos de estrada, o repertório do grupo também inclui Rage Against the Machine, Cidade Negra, Tim Maia, Jimy Hendrix, Santana, entre outros.
Logo após, a Bat Caverna pretende incendiar o Pavilhão com sua bateria formada por 45 ritmistas. Seus vocalistas interpretam grandes sucessos, transformando os vários estilos musicais em samba de qualidade. A banda está entre as maiores atrações do Carnaval de Diamantina (MG), reconhecido como um dos quatro melhores carnavais de rua do Brasil e dos poucos do País que ainda permanece imune à invasão da axé-music e seus trios-elétricos.
A Bat Caverna surgiu em 1985, de uma reunião de sete adolescentes que tocavam instrumentos musicais e que tinham em comum a paixão pelo samba de raiz. Como na época da fundação do grupo todos os integrantes eram menores, e portanto não podiam beber nem ficar na rua até tarde, eles faziam sua roda-de-samba em um bar que era muito pequeno e discreto, que foi apelidado de “bat-caverna”.
PALCO DOIS
O grande destaque do segundo ambiente é a banda Velhas Virgens, que completou 20 anos de carreira no passado. Cinco homens e uma mulher, uma combinação imbatível e de acordo com o vocalista Paulão, a “maior banda independente do Brasil”.
Velhas Virgens tem como característica as letras irreverentes que demonstram as três paixões incontestáveis dos integrantes: mulher, cerveja e rock’n roll. O som de Velhas Virgens eles definem como “o bom e velho rock’n’roll sem firula, com a veia pulsando entre o punk e o blues safado”.
O show vai apresentar o sétimo e último CD Cubanajarra, que retoma a sonoridade e a atitude do começo da carreira. “A escolha do repertório foi cuidadosa e com muitas referências, começando com Cubanajarra, uma ode aos corsários que ainda habitam o mundo: Vai de Nelson Rodrigues a Tarantino passando pelos clássicos Ramones, AC/DC, Stones, Ultraje, os piratas pirados dos Cramps e até os modernosos Audioslave e Marilyn Mason”, explicaram os integrantes.
Mas os antigos sucessos como Minha Vida é o Rock’n Roll, Cerveja na Veia, Só Para Te Comer, Já Dizia o Raul, Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro, Não Vale Nada, entre outros, não vão ficar de fora.
TENDA ELETRÔNICA
Encerrando a noite, os DJs Gustavinho e Alemão, de São Paulo, animam aqueles que ainda sobreviverem à madrugada do terceiro e último dia de festa, na tenda que conta com uma decoração especial de néon, telão e televisões de plasma.
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