Estudantes não gostaram da meia-entrada para todos


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Repercutiu de maneira negativa no cenário estudantil e entre os organizadores de eventos de Franca o projeto de lei criado pelo prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) que implanta a meia-entrada em sessões de cinema, shows, peças de teatro e demais eventos culturais e esportivos realizados na cidade para todos os trabalhadores. Em Franca, estima-se que haja 120 mil trabalhadores de diversas áreas, além dos 84 mil estudantes. Para os organizadores de eventos, que preferem não ser identificados, se o projeto for aprovado seria como se fosse implantada a cobrança de um preço único para todas as categorias. “Não teremos opções. Se for aprovado vamos ter de dobrar os preços para simular a meia-entrada”, disse um deles. Neste caso, se uma entrada inteira para um show no Castelinho custasse R$ 30 e estudantes pagavam meia-entrada (R$ 15), com a aprovação do projeto, os ingressos passarão a custar R$ 60 a inteira. Dessa forma, os beneficiados pagarão R$ 30 pela meia. “Se todo mundo for pagar o valor de meia-entrada cobrado hoje, fica inviável a realização de qualquer show de grande porte em Franca. Se alguém perderá com o projeto não seremos nós, mas os estudantes que deixarão de ter o desconto nos ingressos”, disse um conhecido promotor de festas na cidade. Álvaro Dias Cabral, 22, estudante universitário, considerou o projeto como “sem noção”. De acordo com ele, o prefeito deveria buscar formas de atrair mais empresas para a cidade para que não haja tanto desemprego. “Se as pessoas não têm acesso a eventos culturais ou festas é porque estão desempregadas ou ganham pouco. É preciso melhorar o emprego”. O líder de movimentos estudantis em Franca e presidente da Casa do Estudante, Carlos Amorim, não foi encontrado pela reportagem em seu telefone celular para comentar o projeto de lei. Segundo o promotor de Justiça do Consumidor, Carlos Hen-rique Gasparotto, como o projeto ainda não foi aprovado, é necessário aguardar. “Estou acompanhando a distância toda essa situação, mas vou esperar a apreciação da Câmara para estudar a constitucionalidade da lei”.

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