Os vereadores estão alinhados com o Ministério Público e acreditam que a investigação contra o engenheiro e ex-presidente da Emdef, Alexandre Godói, tem de ser rigorosa. Pesa sobre ele a suspeita de ter utilizado a estrutura da Emdef para prestar serviços a empresas particulares.
Na sexta-feira, após ter seu computador na Emdef apreendido e levado para perícia a pedido do MP, o engenheiro pediu demissão, após 12 anos de serviço público. Ele pode ser processado por improbidade.
Para Luiz Carlos Fernandes (PSDB), a postura do MP é correta. “Toda suspeita tem de ser apurada à exaustão”. Para Fernandes, Godói errou ao pedir demissão. “Ele aumentou mais os indícios”.
Já para Silas Cuba (PT), a notícia era “esperada”. Segundo ele, as investigações da Comissão Especial de Inquérito que ele presidiu convergiam para Godói. “Fico feliz em saber que o MP levou nossas denúncias a sério. Muita coisa sobre a Emdef virá por aí”.
Na tarde de ontem, estava programada a tomada de depoimento do atual presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues, no MP. Rodrigues e o promotor de Justiça que atua no caso, Paulo Borges, não foram encontrados para falar.
A SESSÃO
Em sessão repleta de votação de nomes de ruas, os vereadores aprovaram poucas matérias relevantes. Entre elas, foi autorizada a flexibilização contratual para donos de lotes no Distrito Industrial, a prorrogação de prazo para pedidos de individualização de hidrômetros nos predinhos da CDHU para 26 de dezembro. A proposta de parcelamento de multas municipais foi adiada.
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