Promotores divididos; estudantes revoltados


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Quatro conhecidos promotores de eventos com atuação em Franca foram ouvidos ontem pela reportagem para opinarem sobre o projeto de lei que dá direito à meia-entrada para todos os trabalhadores da cidade. Duas realidades foram constatadas: eles estão divididos e com medo de se manifestarem, tanto que todos aceitaram gravar entrevista somente sob a condição de anonimato. “Dependemos de alvará da Prefeitura e temos de evitar aparecer”, disse um deles. Um dos promotores ficou revoltado. Para ele, a meia-entrada a todos os trabalhadores excluirá Franca de vez da rota dos grandes eventos. “Quem agüenta isso? Daqui uns dias vamos pagar para trazer artistas aqui”, disse, nervoso. Já um colega seu vê a medida com bons olhos. “Para mim, será ótimo. Jogo o preço para cima e dou o desconto de meia-entrada para todo mundo. Não há nada errado nisso. Até os próprios estudantes fazem isso em suas festas”, disse. Já os estudantes consultados estão indignados. Juliana Alves, 19, disse que é um “ato de ditador”. “Ele faz graça para todo mundo e a gente é que vai dançar. Tem lei federal que nos dá o direito à meia-entrada”, disse. Opinião compartilhada por Alysson da Silva, 23. “Ele já está pensando em sua campanha. Só pode ser”.

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