Entre as dez cidades paulistas que têm população entre 300 e 400 mil habitantes, Franca é a segunda com menor número de funcionários públicos municipais. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Prefeitura conta com 3444 trabalhadores ativos. É como se existisse um funcionário para cada 92,65 moradores da cidade.
A única das cidades pesqisadas a presentar um número maior de habitantes por funcionários é Mogi das Cruzes, com 4276 servidores, onde a relação é de 1 para cada 105 funcionários. Já em Jundiaí, vice-líder na lista, o número de habitantes para cada funcionário é bem menor. Lá, existem 5775 servidores, 2331 a mais que na capital do calçado. É como se existisse um funcionário para cada 59 moradores.
O critério utilizado para a seleção foi o tamanho dos municípios. Além das dez cidades que possuem entre 300 e 400 mil habitantes, integram a lista outras duas convidadas: Ribeirão Preto e São Paulo (veja quadro nesta página), escolhidas por causa da importância destas cidades no cenário francano. Na capital paulista, onde existem 132.242 funcionários municipais, a relação é de um trabalhador para cada 82,32 habitantes. Já na cidade vizinha, a equação é de um servidor para cada 74,67 ribeirão-pretanos.
Para o secretário de Administração de Franca, Jerônimo Sérgio Pinto, o pequeno número de funcionários é compensado, em parte, por uma administração eficiente. “Estruturalmente é pouco, porque temos uma demanda grande, mas a gente aproveitar bem a mão-de-obra e reconhecer o valor dela. Assim, que tornamos a demanda por novas contratações menor”, explica.
Jerônimo reconhece, no entanto, que alguns setores da Prefeitura precisariam de um incremento no número de funcionários, principalmente no atendimento à população. “Acho que poderia melhorar. Caberiam aí mais uns mil funcionários, em especial nas áreas de Saúde e Educação, onde existe demanda”, disse o secretário.
O problema, conclui Jerônimo, é que o funcionário municipal tem remuneração acima da média da cidade, o que complica as contratações e obriga o município a “puxar o freio de mão” para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo a legislação, o pagamento com funcionalismo não pode ultrapassar 52% das receitas correntes líquidas. Hoje, os gastos de Franca estão na casa dos 49%, mas podem aumentar, já que a cidade está contratando (veja texto ao lado). “Os gastos com pessoal são um grande problema. Não podemos contratar o quanto gostaríamos, mas estamos tentando”, disse.
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