O difícil caminho da conquista


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Se dar bem no campo profissional não é fácil. É preciso ralar muito para conseguir o tão sonhado sucesso profissional. Para chegar lá, o caminho não é mole. É preciso esforço, perseverança e muita dedicação. Às vezes, abrir mão da balada e dos programas com os amigos. Mas quem consegue se realizar profissionalmente diz que vale a pena todo o esforço. Nesta época do ano, em que os vestibulares começam a pipocar, é comum pintarem dúvidas e inseguranças. Para vencer todos os desafios, o Se Liga dá as dicas. A primeira é estudar. Não tem jeito. A gente sabe que é um pé no saco ter de se debruçar sobre os livros, mas se você não quer ficar para trás, esse é um dos caminhos mais rápidos para garantir sua vaga em uma boa universidade. É o que recomenda o professor da Unifran (Universidade de Franca), Marcelo D’Aurea. “Não existem milagres e sem estudar não adianta. E o ideal é que o aluno se dedique além do período escolar. Estudar deve ser um hábito desde criança. Assim, quando crescer, não será um martírio passar algumas horas longe da televisão”. O estudante Tallys Cardoso, 17, estuda em média quatro horas por dia, já a repositora de estoque Ana Paula Muniz, 19, sabe bem o que é não conseguir se concentrar diante de uma pilha de cadernos. Ela sonha cursar Serviço Social na Unesp (Universidade Estadual Paulista), mas depois de ser reprovada uma vez, decidiu tirar umas férias dos livros e, só depois de um ano, começou a fazer um cursinho pré-vestibular. Desde fevereiro, ela freqüenta às aulas, mas agora ela conseguiu um emprego e está ainda mais difícil realizar o seu sonho. “Sei que não estou aproveitando como antes, o trabalho consome quase o meu dia todo. Não está sendo fácil, mas estou tentando porque gosto muito desta profissão e quero entrar na faculdade”. Para o professor Antônio Bartoci, quem quer alcançar o sucesso tem de estar disposto a se esforçar além do normal. “Mesmo cansado, o aluno precisa encontrar forças para se manter atento às aulas. Precisa aproveitar o horário de almoço e os fins de semana para dar uma revisada na matéria”. Ele ainda recomenda, “sempre que possível, os jovens que queiram garantir uma vaga na universidade façam o ensino médio em uma escola particular”. “A maioria delas oferece mais recursos de aprendizagem”. Para quem não pode pagar as mensalidades, a saída, segundo o professor, é buscar os cursinhos preparatórios que podem ser feitos junto com o terceiro ano do ensino médio. Na cidade, a Unesp oferece bolsas de estudo para alunos carentes. As atividades extras como cursos de língua estrangeira também funcionam e a vantagem é que podem ser feitas em horários alternativos. Ler livros, jornais e revistas e se manter atualizado com o que acontece no Brasil e no mundo também é importante. “O que não vale é ficar parado. O aluno deve sempre se aprimorar”. Na hora de definir que carreira seguir, o importante é encontrar algum serviço do qual você goste. Para isso, um teste vocacional ou uma boa conversa com profissionais já formados pode ajudar. As universidades da cidade também costumam realizar anualmente feiras de profissões em que as dúvidas desse momento complicado da vida podem ser esclarecidas. Se você já decidiu o que quer fazer da vida, mas não tem como bancar os custos dos seus estudos, o professor Bartoci dá a dica. “Esse não é um motivo para desistir. Existem diversos programas de bolsas de estudo para ajudar os interessados que não podem pagar”, disse. Esta foi a saída para o sucesso profissional da estudante Joyce Andrade, 23, que depois de dois anos de cursinho conseguiu isenção total da mensalidade pelo Programa Universidade para Todos e ingressou no curso de Enfermagem pela Unifran. “Já estava quase desistindo, mas, como consegui, o desconto mudei de idéia”. Agora para você não enlouquecer com tantas opções e tanta pressão nesta fase da vida, a psicóloga Márcia Ricci lembra que um segredo fundamental é não se cobrar demais. “Os alunos devem encarar esta fase como mais uma e não como a única chance de suas vidas. Um psicólogo pode ajudar quando os sintomas, como alergias, insônia, isolamento e emoções à flor da pele, demostrarem descontrole emocional”.

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