O curtumeiro Celso Antônio de Souza, 48, sentiu-se mal na sexta-feira, 9, foi levado ao no Pronto-Socorro “Janjão”, medicado e, pouco depois da alta, caiu na rua em frente ao hospital e sofreu traumatismo craniano ao chocar-se contra a calçada. Celso foi operado na Santa Casa, ficou em coma, mas não resistiu. O curtumeiro morava na Vila Santa Maria, e morreu no domingo, às 19h30, de traumatismo cranioencefálico.
Eram 17h30 de sexta-feira quando Celso desmaiou e foi levado por Paulo Rafael, outro funcionário do curtume, até o “Janjão”. Estava com pressão alta (15 x12) e desidratado, por isso tomou soro. Paulo o deixou lá e avisou que retornaria para buscá-lo. Às 19h30, voltou e falou com Celso. “Ele estava aparentemente bem, conversando. Só que a pressão ainda estava alta”.
O acompanhante saiu de novo. Às 20h50, foi surpreendido com o telefonema no celular de uma enfermeira no PS avisando que Celso havia caído na rua e batido a cabeça. “Não sei como ele estava. Não sei o que ocorreu, se falar qualquer coisa vai ser especulação”, disse Paulo.
Segundo a assessoria da Santa Casa, o paciente deu entrada no dia 9, às 22h15. O documento repassado do PS para a SC informa que o paciente estava “alcoolizado, com trauma de crânio, crise convulsiva, agressivo e agitado”. Para o patrão dele, Vaélter de Paulo, a situação foi diferente.”Sabemos que tinha problemas com álcool, mas quando bebia, faltava. Sexta não estava bêbado não. Fiquei ao lado dele e sei disso”.
O neurocirurgião Pedro Couri, que o atendeu, disse que não dá para saber o estado etílico de Celso. “Não é possível dizer se estava alcoolizado. Posso dizer que ele era um paciente etilista (alcoólatra) e provavelmente tinha problemas no fígado, o que dificulta a coagulação. Drenamos o coágulo, mas os problemas se agravaram, o cérebro inchou, somando vários coágulos, ele entrou e morreu”.
A Prefeitura iniciou ontem investigação para apurar a morte do curtumeiro. Celso era divorciado e pai de dois filhos, de 12 e 16 anos. O enterro aconteceu na tarde de ontem.
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