Se comprovadas as suspeitas de que Alexandre Godói utilizava a Emdef para fazer “bicos”, a situação do ex-presidente da Emdef poderá se complicar. Seu caminho cruzará, inevitavelmente, com o do ex-secretário de Planejamento, Wilson Teixeira, que tem contra si uma ação civil pública por improbidade e está prestes a ser alvo de um novo processo pela causa.
A ação a que Teixeira já responde remonta ao “Escândalo do Bagres”, que explodiu em maio deste ano. Na denúncia do MP, além de Teixeira, o engenheiro Marco Franceschi, seu subordinado à época, o ex-presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Caetano Perobelli, o engenheiro Virgínio Reis e os proprietários das empresas de engenharia Betontest, Taísa Franceschi, e FFC, José Eduardo Corrêa, são acusados de fraudar a licitação do projeto técnico de obras no Bagres.
O segundo imbróglio de Teixeira é em relação ao condomínio Chácaras Ana Dorothéia, quando ele, enquanto secretário, autorizou a finalização do loteamento de sua propriedade. É onde Godói entra na história. Ele teria, em vez de fiscalizar, ajudado Teixeira no empreendimento, fazendo o projeto de asfalto e os ensaios de compactação do concreto. Tudo isso se utilizando da estrutura da Emdef. Godói, agora, corre o risco de ser processado por improbidade.
Mais uma vez é pertinente a música Flor da Idade, de Chico Buarque. Em uma paródia, ficaria assim: “O prefeito nomeou Teixeira, que era chefe de Marco, que era marido de Taísa, que era sócia de Virgínio, que era amigo de José Eduardo, que conhecia Teixeira, que era dono do Ana Dorothéia, que teve projetos de Alexandre, que foi nomeado pelo prefeito”.
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