Residencial Paraíso reclama


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Sr. Prefeito. O senhor tem idéia da insensibilidade social que significa permitir e incentivar a realização de megaeventos em um logradouro público voltado para práticas esportivas, instalado no centro de um bairro residencial durante os quais seus moradores são agredidos pelo ruído absurdo e pelo tumulto gerado nas imediações da festa? O senhor tem idéia do desconforto que tem proporcionado a estes cidadãos? As leis regulamentadoras que os protegem contra este tipo de ação estão sendo usurpadas. E como é que ficamos – mais uma vez reféns da impunidade e da ilegalidade –, para variar? Quero me referir, de forma específica, ao show realizado dia 21 de outubro, na qual a área adjacente ao Ginásio Poliesportivo se tornou terra arrasada quando da apresentação da cantora Ivete Sangalo. Quanto ao acontecimento autorizado pelo senhor, é óbvio que as pessoas têm motivações divergentes. Enquanto muitas estão contagiadas pelo embalo da noitada de som e bebidas e outras tantas pelos dividendos políticos e financeiros da promoção, existem aquelas que no interior de suas residências são constrangidas a passar toda uma noite sob o impacto do furor ruidoso da festa. Nada contra o ser humano se divertir... desde que de forma sadia e no lugar apropriado. Questionamos o local, não a forma de diversão – que acreditamos tenha transcorrido de forma normal. Contestamos sua realização em meio a residências onde certamente se encontram crianças e idosos; muito provavelmente pessoas com deficiências de saúde mas, principalmente, pessoas comuns que não são obrigadas a suportar em período noturno o som exacerbado do Poliesportivo penetrando através de suas portas e janelas! Que os shows aconteçam, senhor prefeito, mas em lugar adequado para que não se evidencie o desrespeito ao cidadão que tem sua privacidade invadida pelo desatino de eventos mal programados. Esperamos que o bom-senso prevaleça e que o senhor nos ouça tomando as decisões corretas no que se refere às futuras promoções desta natureza. Edgard Murano Fares é leitor do Comércio da Franca

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