Apropriações noticiadas pelo ‘Comércio’ viram rotina


| Tempo de leitura: 2 min
No dia 30 de outubro, o Comércio da Franca denunciou o caso envolvendo o advogado Raimundo Alberto Noronha e sua cliente, Marinalda Froes de Lima. Funcionária contratada de uma escola, ela parou de trabalhar em 1997 por motivos de saúde. Ao tentar sacar o seguro depositado na Cosesp (Companhia de Seguros Gerais de São Paulo) teve o pedido negado, motivo pelo qual procurou o advogado Noronha. Em 1998, passou uma procuração para que ele entrasse com uma ação contra a companhia. Segundo Marinalda, 57, foram oito anos sem poder trabalhar, já que os problemas na coluna a impediam de exercer suas funções. Como era contratada em regime de CLT, e não concursada, ficou sem receber seus vencimentos durante todo o tempo em que se manteve afastada. Em 2005, voltou ao trabalho como bibliotecária. Em agosto do ano passado foi contatada pelo advogado, que a informara sobre o valor da causa contra a Cosesp: perto de R$ 59 mil, dos quais aproximadamente R$ 10 mil seriam de Noronha como pagamento pelo serviço prestado. Dois meses depois, no entanto, ao procurar pelo advogado novamente, Marianalda teria sido informada pelo próprio Noronha que a companhia entrara com mais um recurso. A ação, de acordo com ele, deveria ser esquecida. Em outubro desse ano, uma outra advogada contratada pela ex-professora conseguiu desarquivar o processo, quando percebeu que três saques haviam sido feitos e que Noronha havia ficado com todo o dinheiro de sua cliente. Um dia depois da primeira denúncia, outra, com o mesmo teor, chegou ao jornal. Era a aposentada Maria das Dores Ravage de Oliveira, 68, que denunciava ação semelhante de sua ex-advogada, Aparecida Donizete de Souza, contratada em 1993 para propor uma ação contra o INSS, Instituto Nacional de Seguro Social, com a finalidade de receber a pensão pela morte do filho. O dinheiro da ação, ganha 11 anos depois, nunca chegou às mãos de Maria das Dores. A advogada Aparecida Donizete, que tinha uma procuração com amplos poderes assinada pela cliente, recebeu e ficou com cada centavo dos R$ 30.723 pagos pelo INSS. Denunciada à polícia e condenada pela Justiça a devolver R$ 37 mil à Maria da Dores, a advogada não falou sobre o assunto. No outro caso, a versão do advogado Raimundo Noronha é que sua cliente não quis pegar o dinheiro, que sempre esteve à disposição dela. Na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Franca, o crime de apropriação indébita seria a causa de cinco representações em andamento contra esses profissionais. (PG)

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários