Você nunca pensou em tomar suplemento alimentar para dar uma encorpada no visual?... Eh, essa idéia pode até nunca ter passado pela sua cabeça, mas em apenas uma loja especializada da cidade pelo menos mil jovens compram, a cada dois meses, algum dos nove tipos das famosas massas musculares. Estudos garantem que elas não fazem mal à saúde, mas os profissionais da área alertam que, em excesso, o consumo é perigoso.
As massas são, na verdade, nutrientes naturais concentrados geralmente em shakes (pó com sabores de frutas) indicados para aumentar a massa muscular e garantir um melhor desempenho esportivo. Por isso, são consumidas principalmente por pessoas insatisfeitas com o corpo e aquelas que são fissuradas em academia e músculos avantajados. Mas não é só isso.
Além das lojas especializadas, os compostos também são encontrados em farmácias. As marcas mais conhecidas são Universal, Probiótica, Maxmuscle e Optimun. Os valores variam de R$ 1 a 350. Mas, uma regra é básica: tomar massa sem fazer nenhum tipo de exercício físico e ter uma dieta balanceada não funciona. “Tomar suplemento é como comer. Quem come e não se exercita engorda”, disse a nutricionista Cinthia Parisi.
Em relação à dosagem, não dá para determinar uma fórmula mágica única. “Cada pessoa quer um resultado e tem uma rotina e uma saúde diferente, tudo isso precisa ser levado em conta”, disse o mestre em promoção de saúde, Alexandre Ferro. Os resultados também podem variar, mas, geralmente depois de um mês, os primeiros musculinhos começam a aparecer.
O estudante Felipe Ramos, 24, toma suplemento há dois anos, mas só depois de quatro meses é que sentiu a diferença. “Demorou um pouco mas valeu a pena. Eu não era magro mas agora tenho um corpo bem mais legal”. Já o estudante Lucas Andrade, 26, assume a magreza sem grilo. “Sou muito feliz com o meu corpo. Esses remédios aí não sei não”.
Os nutricionistas afirmam que massa não é remédio, mas que, em excesso, pode intoxicar e causar inflamações sérias no organismo. “Estômago, intestino, rins e fígado são geralmente os mais afetados”, disse a nutricionista e professora da Universidade de Franca, Marina Manochio.
Para os que preferem não se aventurar, a dica é ingerir alimentos que tenham os mesmos nutrientes do suplemento como a carne, leite, massas, frutas e vegetais. Mas, neste caso, o resultado será dez vezes mais lento.
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