A entressafra da cana-de-açúcar - período em que as usinas terminam o corte - nem bem começou e os motoristas que têm carro movido a álcool já sentem o reflexo do que isso representa: aumento no preço do combustível. Na quinta-feira, a maioria dos postos da cidade e região reajustou em, no mínimo, R$ 0,10 o litro do produto. A alteração do preço nas bombas foi feita no meio do dia, sem aviso prévio. Em menos de 12 horas, o preço médio cobrado por litro de álcool saltou de R$ 1,09 para R$ 1,19, de acordo com levantamento informal feito pelo Comércio.
Seguindo a tendência de anos anteriores, donos de postos admitem que, de agora em diante, o preço deve continuar subindo. Carlos Alberto Licursi, proprietário de posto de combustível, disse que em dois dias (na quarta e quinta-feira) as distribuidoras reajustaram em R$ 0,09 o litro do álcool. O repasse, segundo ele, já vem sendo feito, em pequenos valores há pelo menos cinco dias. “As distribuidoras alegam a falta do produto por conta do baixo ritmo de moagem da cana. A gente, como consumidor, vai ter que se acostumar com isso. O álcool é totalmente diferente da gasolina porque tem um perfil agrícola. Quando acabar a entressafra - que vai de novembro a março - teremos, de novo, a queda”.
Na Usina Santa Rita, em Santa Rita do Passa Quatro, região de Ribeirão Preto, única a se pronunciar sobre o assunto, a informação extra-oficial foi de que a produção encerrou e será retomada apenas em abril. A usina produz 90 milhões de litros de álcool por ano que segue para uma distribuidora de Paulínia (SP).
Luís Cláudio Coelho Lima, presidente regional do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), foi procurado pela reportagem da rádio Difusora para falar sobre o reajuste, mas disse que essa é uma questão de mercado. “O sindicato cuida de outras questões dos associados”.
Para os consumidores, o jeito é economizar. “Para não me surpreender com novos aumentos, vou procurar andar apenas o necessário”, disse o motorista Alexandre Silva.
REGIÃO
Os postos da região também reajustaram o preço do álcool na mesma proporção que Franca. Das nove cidades consultadas pelo Comércio, apenas duas não reajustaram os valores (veja quadro ao lado). Rifaina é o município que tem o combustível mais caro. Já o preço mais baixo continua sendo em Batatais.
Colaborou Carlos Zacarelli
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