Nós, humanos, somos todos seres gregários. Mas o que quer dizer isso? Somos seres que pela nossa natureza, precisamos vitalmente uns dos outros, do contrário não sobrevivemos. E isso é assim desde que nascemos, ou melhor, mesmo antes disso, desde que passamos a existir biologicamente, dentro do útero materno.
Ao mesmo tempo, somos seres absolutamente individuais: não existem duas pessoas com a mesma impressão digital no mundo. Desde que nos separamos do cordão umbilical que nos unia à nossa mãe dentro do útero dela, nunca mais estamos concretamente fusionados a ninguém; e isso denuncia o outro lado da moeda: a nossa natureza extremamente separada e solitária.
Carregamos a marca da dependência uns dos outros e da solidão/individualidade por toda nossa vida. Crescemos, e partindo das relações iniciais com nossos pais, procuramos nossas parceiras e parceiros para construirmos nossas próprias relações amorosas, formando novos casais e novas famílias.
Entretanto, nunca abandonamos por completo a problemática da condição humana de individualidade/solidão e dependência do outro, e isso pode constituir a base para muitas tramas e dramas nas relações amorosas, objeto da nossa conversa no Encontro que teremos hoje, na Unifran, a partir de 10h00 horas.
PAULO DE MORAES MENDONÇA RIBEIRO é médico e psicanalista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e membro Associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto. Ele fala hoje sobre o tema na Unifran, a partir de 10 horas. Mais informações (16) 3721.3198, com Carina.
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