Desde agosto, o gerenciamento de vagas para internações na Santa Casa, para pacientes de Franca e região, tem sido coordenado pelo Estado. Nenhum paciente é recebido no hospital, com exceção de urgências e emergências, sem o aval dos médicos do DRS-8 (Departamento Regional de Saúde). Antes, tal regulação era feita pela UAC (Unidade de Auditoria e Controle) da Prefeitura.
No início, houve um velado receio da própria diretoria da Santa Casa, já que o Estado não dispõe de pessoal para avaliar os casos 24 horas. Então, no período entre 19 e 7 horas, a disponibilidade de vagas passou a ser analisada por profissionais de Ribeirão Preto.
Para surpresa geral, ao invés de atravancar o processo, a mudança melhorou o fluxo. “Está tranqüilo. O Estado está dando conta do recado a contento. Tanto que praticamente não há mais reclamações”, disse o superintendente do hospital,
Fernando Bueno.
Um dos fatores para que essa agilidade pudesse ocorrer foi o fim da comunicação via fax, utilizada na época da regulação da Prefeitura, que, não raro, ocasionava problemas com demoras que, em alguns caso, chegaram a 12 horas. “Agora, o caso é tratado diretamente entre os médicos. Se for um caso de internação do Pronto-socorro “Dr. Janjão” para a Santa Casa, o quadro é passado e a reserva da vaga é feita rapidamente”, disse Bueno.
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