Além das subvenções governamentais, o grande trunfo da Santa Casa para equilibrar o déficit deixado pelos atendimentos aos usuários do SUS são os pacientes e convênios particulares da Clínica de Especialidades. Hoje, são 30 grandes conveniados, como Sabesprev, Caixa Econômica Federal, Intermédica (Wal-Mart e Carrefour), entre outros. Realidade oposta à de pouco tempo atrás, quando o faturamento obtido com esse nicho era insuficiente para ajudar a cobrir o rombo.
Em 2004, havia 12 empresas conveniadas, sendo as principais o Iamspe (servidores públicos estaduais) e a Unimed. As parcerias rendiam R$ 5,6 milhões por ano à fundação. Atualmente, são mais de 30, que proporcionaram, até setembro, um rendimento de R$ 9,2 milhões, devendo chegar aos R$ 12 milhões até o fim do ano.
Para se ter idéia da importância destes convênios, os atendimentos voltados a eles representam 14% do total, contra 86% do SUS. Em faturamento, porém, os convênios respondem por 25% da receita bruta, que é de R$ 4,1 milhões por mês (R$ 3 milhões vêm do SUS), fora os R$ 600 mil do programa Pró Santa Casa. “Nosso objetivo é ampliar essas parcerias em nossa Clínica de Especialidades para poder levantar mais recursos e continuar prestando serviço de excelência para elas e para os usuários do SUS”, disse o presidente da fundação, José Cândido Chimionato.
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