Três cidades da região estão fora da era da informática


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E-mail, pagamento de contas, pesquisas escolares. A informática é uma realidade cada vez mais presente e que motiva políticas públicas específicas da chamada inclusão digital, que buscam proporcionar à população comum o acesso à tecnologia. Não é assim, contudo, em três cidades da região, incluindo Franca. Na cidade, não existe nenhuma política ou plano de inclusão digital da Prefeitura e nem mesmo computadores com acesso à internet nas escolas municipais. Integram a lista dos excluídos Claraval (MG) e Pedregulho. Os dados são do Perfil dos Municípios Brasileiros, elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nas demais cidades, pelo menos um programa de inclusão é aplicado. A secretária de Educação de Franca, Leila Haddad, confirma que não existe um programa de inclusão digital na cidade, mas salienta que um projeto está sendo elaborado. “Em 2008, nós vamos instalar um projeto nas escolas de ensino fundamental de inclusão digital”. Ela não quis dar detalhes e nem mesmo especificar como seria o projeto. “Estamos encerrando o projeto”. A criação de telecentros (espaços com computadores conectados à Internet banda larga destinados à população) também estaria nos planos. “Talvez (os telecentros) seriam um complemento deste projeto”. Para se ter uma noção, Mogi das Cruzes, com pouco mais de 42 mil habitantes do que Franca, conta com 24 telecentros espalhados pela cidade. Mais avançada do que Franca está Cristais Paulista, onde foi elaborado o programa “Inclusão Digital Comunitária”, que compreende inclusão de ensino básico de informática no ensino fundamental e vagas para cursos pré-profissionalizantes com informática. “Fornecemos 150 vagas de cursos em secretariado e outros onde existem aulas de informática voltadas aos cursos profissionalizantes”, disse o secretário de cultura da cidade, Márcio Dib. Além disso, existem os telecentros do Acessa São Paulo, com 80 atendimentos por dia, e um convênio com o Banco do Brasil, que doou 10 computadores para a utilização pública. Os computadores estão na biblioteca Nicácio Branquinho. “Cada usuário tem direito de uso por 30 minutos e chega a ter fila”, diz Dib. FUTURO Os estudiosos da Educação são unânimes: a inclusão é um cami-nho sem volta. “Diante da sociedade em que vivemos, não tem como pensar na escola sem a inclusão digital”, diz a pedagoga e diretora da Escola Estadual “Jerônimo Barbosa”, Maria Luiza Machado.

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