Aliviada, vítima comemora condenação de algoz


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Depois da dor, o alívio. Ao contrário do que normalmente ocorre com vítimas de roubos, Rosa Santa não se refugiou e decidiu dar um grito de basta à violência. Concedeu várias entrevistas mostrando sua indignação com a falta de segurança na cidade e aceitou ter a imagem do rosto desfigurado estampada na capa do Comércio. Não se limitou apenas a falar. Foi à delegacia, ajudou nas investigações e não se furtou a fazer o reconhecimento dos assaltantes. Sua coragem deu resultado. Uma semana após o roubo, os criminosos já estavam atrás das grades. Cinco meses depois, o autor das agressões foi condenado a 16 anos de cadeia. A agilidade não é comum. “Com certeza, a repercussão ajudou bastante. Gostaria de agradecer ao Comércio, que divulgou e sensibilizou a todos, à equipe da DIG, que prendeu rapidamente os autores, e ao Poder Judiciário, pela condenação exemplar”. A bancária não conteve a satisfação ao receber a cópia do processo e constatar que o homem que quase a matou recebeu uma pena severa. “Estou feliz com a sentença e com a agilidade com que ela foi aplicada. Espero que seja cumprida. Sei que ele não ficará todo este tempo na cadeia, mas espero que fique o máximo possível”. Para Rosa Santa, vítimas devem seguir seu exemplo e não se calar diante da violência que toma conta da cidade. “Não dá para ficar quieto. É preciso mostrar o problema e ajudar a procurar soluções. Só assim, conseguiremos mudar a situação”.

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