O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) arquiva boa parte das leis elaboradas pelos vereadores na Câmara. A reclamação parte de dez, dos 15 parlamentares que afirmam ter pelo menos um projeto engavetado. Para eles, essa postura do tucano tem prejudicado o trabalho do Legislativo. Apesar de as críticas mais contundentes partirem da oposição, até mesmo integrantes da bancada de situação decidiram contestar. Somente três vereadores disseram que todas as leis de sua autoria foram postas em prática por Rocha.
Aliado inconteste do prefeito, Luiz Carlos Fernandes (PSDB) decidiu protestar: diz que tem várias leis interessantes a serem colocadas em prática. Entre elas, cita o banco de materiais usados para construção, que teria o objetivo de ajudar pessoas carentes a construir ou reformar seus imóveis. “Gente, isso não teria praticamente custo nenhum. Em outras cidades, já está em prática. Mas, até agora, o prefeito Sidnei não se sensibilizou”, disse.
Já o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), apontou para o “exame do olhinho” como sua melhor idéia, ainda engavetada. A iniciativa tem por objetivo descobrir e tratar preventivamente de moléstias oculares em recém-nascidos. “Seria executado nos moldes do exame do pezinho, na rede municipal. O custo-benefício para a cidade seria fora de série. Mas depende do prefeito”, afirmou.
Também na área da saúde, Gilson Pelizaro (PT) apontou para um programa de sua autoria, de prevenção a diabetes para crianças da rede municipal de ensino. “É simples: a lei prevê dar uma dieta diferenciada para os alunos que têm a doença. Seria bom para a comunidade e para a Prefeitura, que economizaria lá na frente evitando um tratamento mais complexo daquele mesmo paciente”, disse.
Outro que reclamou foi Marcelo Caleiro (PMDB). Ele apontou para um projeto de orientação da população, praticamente sem custos, que até hoje não saiu do papel. “Minha idéia é divulgar nas repartições públicas como fazer para receber o DPVAT, seguro que as famílias e pessoas vítimas de acidentes de trânsito têm direito. Uma lei útil que está parada”.
Sidnei Rocha foi procurado, na tarde de ontem, por telefone, em seu gabinete, e questões foram enviadas para o e-mail de sua assessoria, mas não houve resposta.
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