A operação “Ouro Branco” da Polícia Federal, que desmantelou um esquema de adulteração de leite em Minas Gerais, levantou dúvidas sobre a qualidade do leite vendido ao consumidor em todo o País. O fato de uma das 27 pessoas presas em conseqüência da operação morar tão próximo a Franca - o químico suspeito de inventar a fórmula para adulterar a composição do leite, Pedro Renato Borges, 50, tem casa em Batatais -contribui para aflorar ainda mais o receio dos consumidores da região.
Borges é apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do esquema de adulteração de leite e ficou preso em Uberaba (MG) durante cinco dias. A operação Ouro Branco investiga a adulteração do leite longa vida integral em cooperativas de Minas Gerais.
O químico teria vendido a fórmula para pelo menos uma das duas cooperativas investigadas, que são a Copervale (Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande), em Uberaba, e a Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro), em Passos (MG).
Segundo os depoimentos colhidos nas investigações, o leite era adulterado nas cooperativas, onde recebia a adição de soro, água oxigenada e, em alguns casos, soda cáustica, para que a acidez da mistura fosse reduzida. O objetivo seria aumentar o volume e disfarçar a má-qualidade do produto.
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