32 famílias do Jd. Parati estão sem água


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No conjunto habitacional de número 4610 do Jardim Parati, todas as famílias estão sem água há 17 dias: falta de pagamento é o motivo da seca
No conjunto habitacional de número 4610 do Jardim Parati, todas as famílias estão sem água há 17 dias: falta de pagamento é o motivo da seca
Há 17 dias, 32 famílias do conjunto habitacional de número 4610, no Jardim Parati, estão sem água. O motivo: dívida de R$ 3,5 mil junto à Sabesp referente a quatro meses de consumo. O síndico disse não ter como quitar os talões. “Não vejo uma solução para esse problema, a não ser pagar a dívida, mas não consigo reunir o montante junto aos moradores”, disse Aparecido Vanin Prado, responsável por 16 dos 32 apartamentos. Como na maioria dos antigos conjuntos habitacionais da cidade, a conta de água é única e dividida por todos os moradores igualitariamente. Como alguns pagam, e outros não, o abastecimento foi cortado e só será restabelecido quando quitados os dividendos. Até quinta-feira da semana passada, a Prefeitura de Franca abasteceu o reservatório do conjunto com caminhões-pipa. Para não desperdiçar água, o síndico abria os registros apenas à noite para que os moradores pudessem tomar banhar e cozinhar. O problema é que a administração municipal não quer mais mandar os caminhões-pipa e, desde domingo, as famílias não têm um gota de água na torneira, nem mesmo no final do dia. Enquanto a água não chega, os moradores têm de tomar banho de caneca - quando tomam - e cozinhar com água doada por vizinhos. Alguns chegam a andar quase dois quilômetros para abastecer galões em uma mina próxima ao local. Quem tem crianças em casa passa por dificuldades ainda maiores. Ana Maria Silva tem uma filha de 8 anos e cuida do neto de 2 anos e de um garoto de 9 meses. Para ela, a situação está insustentável. “Tenho que lavar mamadeiras, fazer comida e, sem água, está muito difícil”, reclama. Na última quarta-feira, Ana Maria chegou a utilizar a água da chuva para dar banho no neto. “Não tive outra alternativa”, reclama. Assim como ela, outros moradores também colocaram baldes embaixo das bicas e garantiram, com a chuva, ao menos o banho da tarde e a descarga do vaso sanitário. A funcionária pública Geni Ramos disse que nunca atrasou o pagamento do condomínio e se diz indignada com a “seca”. Ela está com a pia da cozinha cheia de louças e sequer abre a porta do banheiro de casa. “Se ela (porta) ficar aberta, não dá para circular em casa. O cheiro está insuportável”. A Prefeitura está pagando a individualização dos hidrômetros, mas enquanto a dívida com a Sabesp não for paga, os moradores não terão suas caixas abastecidas. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para saber da possibilidade das famílias receberem novos caminhões de água até resolverem o problema da dívida, mas, até as 20 horas de ontem, os assessores ligados ao gabinete do prefeito, responsáveis por encaminhar a questão, não retornaram à ligação. Uma assessora, de nome Daniela, confirmou que a administração cortou o fornecimento porque já está pagando os hidrômetros. Na Sabesp, Rui Engrácia, gerente distrital, disse que não há outra alternativa para o reabastecimento a não ser os mutuários quitarem a dívida.

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