Época de chuva traz prejuízo para autônomos


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O produtor aposentado Sebastião Malta olha para as obras de sua casa. Ele se preveniu e começou a reforma fora do período das chuvas
O produtor aposentado Sebastião Malta olha para as obras de sua casa. Ele se preveniu e começou a reforma fora do período das chuvas
As chuvas que caem sobre a cidade desde o último sábado não vêm tirando o sossego apenas dos moradores. Pedreiros, encanadores, pintores e profissionais autônomos que precisam do tempo firme para trabalhar já sentem no bolso as conseqüências do tempo ruim. As chuvas impedem o serviço e eles deixam de trabalhar. Com isso, perdem as diárias, que podem chegar a R$ 100. O pedreiro Homero Meireles, 47, sabe bem o que é isso. Ontem, em virtude das chuvas, ele não foi trabalhar e, por isso, deixou de ganhar R$ 50. “Às vezes a gente dá um jeito, mas dessa vez não deu”. A situação se repete com o encanador Adilson Rodrigues, 47. Ele ganha cerca de R$ 70 por dia de trabalho, mas, por causa do tempo chuvoso, não recebeu. Para piorar, levou prejuízo de mais ou menos R$ 120. “Como o serviço é pesado, tive que contratar mais quatro ajudantes. Eu sei que com chuva eles não conseguiram adiantar quase nada, mas já que foram até lá terei que pagá-los”. Para driblar a situação, o pintor Custódio Cintra, 50, procura fazer bicos. Atualmente, ele trabalha no Parque Santa Adélia, onde está concluindo a pintura externa de uma das casas. “Como a parte interior da residência já está pronta, estou pintando a parte interna de um barracão vizinho para não ter que ficar parado. É o jeito né?”. Já o produtor rural aposentado Sebastião Malta, 63, foi mais prudente e começou a reforma fora do período das chuvas. “Como a obra ia demorar, escolhi com cuidado seu início. Agora que as chuvas apareceram, só falta finalizar a parte interna da casa”. O prejuízo se estende às lojas de materiais de construção, que já sentem uma queda de 15% nas vendas. “Isso representa algo em torno de R$ 45 mil a menos no final do mês. Uma perda considerável”, disse o sócio-proprietário da Adão Materiais para Construção, Marcelo Vinhola. OBRAS As grandes obras da cidade, porém, não serão interrompidas. Entre elas estão o Centro de Design do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o novo campus da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Já as obras na represa do Clube Castelinho, que têm prazo para serem concluídas, serão afetadas. “A primeira fase da obra já foi concluída, mas não dá para trabalhar com chuva. Vamos esperar”, disse o secretário de Obras, Ismar Tavares. PREVISÃO DO TEMPO Mesmo com os problemas, a chuva não deve dar trégua. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nos próximos dias a nebulosidade e as baixas temperaturas permanecerão na cidade e as chuvas voltam a aparecer. No fim de semana, o sol deve voltar, mas acontecerão pancadas de chuva típicas do verão. Os ventos serão moderados e com algumas rajadas ocasionais. Colaborou Thiago Rocioli

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