Cerca de 30% das gestantes ingeriram álcool em Batatais


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A pesquisa da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo), que há oito anos investiga as causas de deficiências mentais com foco em crianças internadas nas Apaes de cinco cidades da região, chegou ao fim em Batatais. Cerca de 30% das mães entrevistadas declararam beber durante a gravidez. Para o professor que coordena a pesquisa, João Monteiro de Pina Neto, uma das causas que contribuem para este quadro é a estrutura agrária da região. “Os pais vêm em busca de trabalho e largam os filhos, que são adotados pelo mundo das drogas”, afirma. “Por outro lado, tem o sujeito que não traz a família, ganha dinheiro e, com isso, seduz essas meninas ou jovens mulheres, que são levadas ao consumo do álcool e também de drogas mais pesadas, como a cocaína. Precisamos de campanhas contra o uso dessas substâncias, que lesam o sistema nervoso de forma brutal”. Entre 2003 e 2005, foram aplicados 646 questionários em Batatais. Após avaliar as respostas, os alunos entraram em contato com 165 mulheres que fizeram alguma referência ao uso de álcool e, destas, 96 foram entrevistadas. Das 96, 50 confirmaram o uso de álcool ou outro tipo de droga ou os dois juntos. O estudo mostrou ainda que, na escala de depressão e ansiedade, 10% dessas mulheres apresentaram algum tipo de psicose e algumas delas já têm até dois filhos com deficiência.

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