Com queda do dólar, francanos viajam mais ao exterior


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O diretor comercial Antônio Maurílio de Oliveira, 49 anos, é um dos francanos que estão aproveitando a baixa na cotação do dólar para viajar. Ele já foi à Europa e agora planeja viajar novament
O diretor comercial Antônio Maurílio de Oliveira, 49 anos, é um dos francanos que estão aproveitando a baixa na cotação do dólar para viajar. Ele já foi à Europa e agora planeja viajar novament
O sonho de conhecer a Argentina, o Chile, a Europa ou os Estados Unidos está mais fácil de ser concretizado. Com a baixa cotação do dólar, as viagens internacionais ficaram mais baratas e a procura por elas cresceram nas agências de Franca. Em outubro do ano passado, a moeda norte-americana custava em média R$ 2,15. Um ano depois, o dólar custa menos de R$ 1,90, o que facilita a compra. Na agência Quanta Turismo, a venda de passagens internacionais cresceu mais de 60%. Foram 30 pacotes vendidos em outubro de 2006, contra 50 no mesmo período deste ano. “O preço da viagem internacional está mais acessível e semelhante ao valor pago para conhecer as praias do Nordeste ou ainda as Serras Gaúchas”, disse a diretora comercial, Juliana Pucci. A partir de R$ 1 mil por pessoa, por exemplo, é possível passar quatro dias em Buenos Aires (sem ser data de feriado ou alta temporada como Natal e Ano Novo). O pacote inclui as passagens aéreas, traslados, café-da-manhã e city tour pela cidade. “De cada dez viagens que vendo, sete preferem a Argentina ao Nordeste”, disse Juliana. Segundo os agentes de viagem, os clientes tentam fechar a compra agora, aproveitando o dólar baixo, já que os pacotes são, em geral, calculados de acordo com a taxa cambial do dia. Na tarde de ontem o dólar comercial para venda custava R$ 1,736, o menor valor desde março de 2000. Movimento maior também tem sido registrado na agência Metha Turismo, que somente no mês passado vendeu 70 viagens com destino ao exterior. “A queda do dólar foi o motivo principal que levou a esse aumento. Não fizemos nenhuma promoção no mês passado, apenas alguns anúncios”, disse a agente de viagem da empresa. Em 2006, foram 30 pacotes no período. Para Ézio Athayde de Souza Júnior, proprietário da Tastur Turismo, além de a viagem sair mais barata, as facilidades no pagamento ajudam no momento da escolha. A maioria das operadoras divide o valor em dez vezes no cartão de crédito, cheque ou ainda no boleto bancário. “Não foi somente em outubro que sentimos a diferença, desde o início do segundo semestre as vendas estão mais dinâmicas.” Gustavo Heker de Souza, gerente da Nena Viagens, diz que os clientes são casais em lua-de-mel e famílias. Na agência, a procura por pacotes internacionais aumentou 63%, contra 35% dos nacionais. Para ele, os destinos mais requisitados no exterior são os países da Europa e da América do Sul.

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