O envolvimento com drogas tem causado inúmeros problemas ao médico WGB. Há um mês, ele escapou por pouco da morte. Dois homens - um deles armado - invadiram a Unidade Básica de Saúde do Jardim Aeroporto durante a madrugada e começaram a perguntar por ele, dizendo que iriam matá-lo. As portas da UBS foram fechadas por falta de segurança.
A tentativa de acerto de contas se deu no dia 9 de outubro. Um homem armado com revólver calibre 38 -acompanhado de um comparsa - entrou na UBS e passou a ameaçar os funcionários.
Queria falar com o médico e exigiu que lhe passassem o número de seu telefone. Disse que ele havia mexido com a família errada. O profissional só começaria a trabalhar às 7 horas.
Os invasores foram embora e prometeram pegar o médico. A Polícia Civil recebeu denúncia anônima de que o autor das ameaças seria irmão da namorada do médico. Ele estaria irritado com o médico porque ele teria envolvido sua irmã com drogas. O caso ainda é investigado pelo 4º DP.
Não foi o primeiro procedimento aberto para apurar a conduta do médico e seu envolvimento com drogas. Em março de 2006, ele também respondeu a sindicância e chegou a ser afastado do serviço acusado de consumir drogas no interior da UBS. Como nada ficou provado, retornou às atividades.
Na oportunidade, funcionários da unidade estranharam o seu comportamento e acionaram a chefia. Ele se negou a realizar exames. “Fizemos um acompanhamento de perto, mas não flagramos irregularidades. Não tivemos como puni-lo”, disse Alexandre Ferreira.
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