A Prefeitura suspendeu o médico, a Polícia Civil investiga o seu envolvimento com drogas, o Conselho Regional de Medicina se cala. Delegado do CRM em Franca, o médico Lavínio Nilton Camarin foi procurado durante toda a tarde de ontem para comentar o assunto, mas não atendeu nem respondeu às ligações. A primeira tentativa de contato se deu às 15h40. O secretário do CRM, que se identificou como Daniel, perguntou de que assunto se tratava, anotou três números de telefones diferentes e disse que pediria para Lavínio retornar. Às 17h15, a reportagem voltou a insistir. “Já despachei com ele. Não ligou ainda?”, questionou Daniel. Às 18 horas, mais uma tentativa de se ouvir o posicionamento do CRM. “Eu disse que você quer falar com ele e passei seus telefones. Está tudo com ele”, foi a resposta do secretário.
Até o fechamento desta edição, Lavínio não havia ligado para nenhum dos números. Com o silêncio do CRM, os pacientes do médico viciado vão ficar sem saber se ele será punido pelo órgão que tem a incumbência de apurar a conduta dos maus profissionais ou se continuará clinicando como se nada tivesse acontecido.
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