Aumentam encomendas do varejo de calçados


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Alguns calçadistas da cidade revelam que receberam mais encomendas do varejo neste final de ano do que no anterior. Supõem ter havido a mesma ocorrência na maior parte das outras empresas. O bom desempenho de agora não será suficiente, porém, para a maioria dos fabricantes encerrar o ano com crescimento, porque houve queda acentuada da produção em vários meses. O presidente do sindicato dos sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, estima que cerca de 30 empresas trabalharam normalmente, sem parar ou desacelerar as esteiras. Não sei se por coincidência, mas as fábricas que ainda derrapam na curva, mesmo neste momento de reta de chegada para a bandeirada, são aquelas que mantêm uma relação trabalhista deplorável. Uma, que habitava o Jardim Paulistano e há um ano está no Distrito Industrial, teve agora até pedido cancelado. Começou a vender máquinas. Hum... Paulo Afonso arrepia os cabelos só de ouvir o nome dessa fábrica: atrasa pagamentos, não deposita Fundo de Garantia, cobra dos funcionários horas paradas de produção, por falta de pedidos ou de materiais, sendo que eles nada têm a ver com isso (é um procedimento totalmente ilegal). E por aí vai. Deve haver uma aproximação íntima, colada, debilidade administrativa com desrespeito aos recursos humanos. Já assinalamos nesta coluna e sempre cabe reiterar: empresa que trata os funcionários como se estivessem no Brasil Colonial e atribui à chefia a função de capitão-do-mato, cedo ou tarde cai no buraco se é que em algum momento esteve fora dele. Há séculos se sabe que empresas de quaisquer segmentos econômicos dependem da motivação dos empregados para atingir metas de produção, produtividade, qualidade etc. Portanto, todas deveriam mantê-los estimulados e recompensá-los. Talvez uma junta psiquiátrica consiga entender porque algumas fazem tudo ao contrário e até culpam os coitados dos operários pelas deficiências que elas têm. A comunicação sincera, transparente e constante com os funcionários é uma ferramenta básica e fundamental para as empresas evitarem a maioria dos problemas que ocorrem nas relações trabalhistas. Ambiente harmonioso, sem atritos e confrontações, se consegue unicamente com diálogo aberto e receptivo a críticas. ‘Quem respeita se faz respeitado’, disse o primeiro primata que usou da fala. É simples. Especialistas em recursos humanos citam à exaustão: ‘Nenhuma empresa consegue empregar apenas as mãos de alguém; o homem todo vem com elas.’ Quem despreza esse ensinamento dificilmente consegue avançar no empreendimento. POSSE NO CIESP Recebemos e agradecemos convite para a posse da nova diretoria regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de S. Paulo). A cerimônia ocorrerá nesta sexta-feira, dia 9, às 19 horas, na sede da entidade. Saulo Pucci Bueno, do grupo Amazonas, assume o cargo de diretor titular, no lugar do calçadista Elcio Jacometti, que passa a ser vice. O segundo vice-diretor é Carlos Roberto Cintra (Democrata). VENDAS PELA INTERNET Estima-se que as vendas de calçados pela internet atingem cerca de 1 bilhão de dólares por ano nos Estados Unidos. Os negócios nos portais europeus também são bastante expressivos. Representantes desses shoppings virtuais devem comparecer à Couromoda, em janeiro, além dos importadores (lojistas e distribuidores) do comércio tradicional. O presidente da Couromoda, Francisco Santos, iniciou na sexta-feira passada um giro pela Ásia, Europa e Estados Unidos, para promover essa feira de calçados, que acontecerá de 14 a 17 de janeiro, no Parque Anhembi, em São Paulo. Terá 1100 expositores. OUTRAS IMPORTAÇÕES Com o câmbio favorável, o crescimento da economia e o aumento da renda, as importações dão saltos olímpicos. Em outubro, as compras somaram US$ 12,3 bilhões e cresceram 41%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Deveríamos trazer comportamento também e não apenas mercadorias. Do Japão, por exemplo, seria bem-vinda a maneira respeitosa como os mais velhos são tratados. Dizem que lá os avançados na idade têm seus conhecimentos e experiências reverenciados. O País está muito precisado dessa e de outras importações do gênero. RECEITA RECORDE O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) estima que as exportações de couros neste ano devem atingir US$ 2,3 bilhões, receita recorde e 23% superior à de 2006. De acordo com a entidade, os couros de maior valor, acabados e semi-acabados (crust), já representam 65% do total de embarques. Correspondiam a 40% há nove anos. ATUANTE Dá-se o nome de calçados funcionais aos destinados a empregados em setores como o alimentício, aéreo, hospitalar e demais. Quem atua nesse segmento será beneficiado com a recente iniciativa da Assintecal de reunir fornecedores de componentes desses calçados em um programa de expansão tecnológica. A Assintecal, associação nacional dos fabricantes de componentes, é uma das entidades mais atuantes do setor de calçados. Executa ações aos montes em diversas frentes.

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