Chuva invade casa de costureira pela 4ª vez


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A costureira Maria Amélia da Silva mostra a marca da água da chuva em parede. Ela teve a casa invadida pela quarta vez
A costureira Maria Amélia da Silva mostra a marca da água da chuva em parede. Ela teve a casa invadida pela quarta vez
As marcas na parede, os móveis molhados e a sujeira que ainda continua na rua não deixam a costureira Maria Amélia Gomes da Silva esquecer a chuva do último sábado em Franca. Moradora na Rua Gilberto Aguilar, no Jardim Paulistano, ela teve a casa invadida pela água pluvial que desce em direção à sua casa vinda de cinco pontos do bairro. A rua fica em declive e a sua casa é a primeira, numa esquina. No sábado, ela e o marido ficaram até o início da noite retirando a lama e a sujeira de dentro do imóvel. Todos os cômodos da casa (sala, quartos, cozinha e banheiro) foram invadidos. “Essa foi a quarta vez que a enxurrada invadiu a minha casa. Retiramos mais de dez carriolas de lama e lixo. Não sei mais o que fazer. Não adianta acionar a Prefeitura”, reclamou. Como forma de prevenção, para as próximas chuvas, Maria providenciou tijolos para levantar os móveis. “Já perdi um freezer e um guarda-roupa. Comprei uma geladeira nova há pouco tempo e não quero ter mais prejuízo”. Além da casa da costureira, outras três residências vizinhas também foram atingidas pela chuva do fim de semana. “Falaram que é por causa do meu portão, mas na outra casa que é mais fechada a água também entrou”. Maria Amélia também disse que fez boletim de ocorrência, mas acredita que a única solução para o problema é mudar de casa. “Tem como fazer uma obra para levantar o piso, mas não tenho condições financeiras. O jeito é vender a casa por um preço bem inferior”. Para tentar amenizar as enxurradas no local, a Prefeitura de Franca construiu mais uma boca-de-lobo e ampliou a grade de outra. “Não adiantou, o volume de água é muito grande e ganha força na descida, por isso passa por cima, além disso, tem muito entulho que desce junto”, disse Maria Amélia. Ontem, a Secretaria de Obras divulgou que durante os dez últimos meses foram feitas na cidade mais de 3,3 mil bocas-de-lobo como forma de prevenir maiores problemas, como inundações. O secretário da pasta, Ismar Tavares, pediu para que a população colabore e evite jogar garrafas pet nas ruas e deixar sacos de lixo na calçada.

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