Uma chuva de meia hora causou destruição e assustou a população de Franca na tarde de sábado. Com ventos fortes e raios, o temporal foi suficiente para derrubar outdoors, galhos, árvores e fazer transbordar os Córregos Bagres e Cubatão. Em alguns pontos da cidade choveu granizo e houve quedas de energia elétrica. O dia virou noite das 15h10 às 15h40. Não houve registro de vítimas graves.
Típica de dias quentes de verão, apesar de ainda ser primavera, a chuva foi ocasionada por uma frente fria que estava sobre a região Sul e avançou em direção ao Estado de São Paulo. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu 10,6 milímetros e Franca foi a última região do Estado a sofrer com a pancada de chuva. Apesar de forte, não provocou grandes danos como os temporais que ocorreram no início de janeiro, mas deu indícios de que as próximas chuvas não serão fracas.
Ismar Tavares, secretário de Obras de Franca, disse que equipes da secretaria vistoriaram as áreas mais graves e os principais pontos de enchentes da cidade. Não houve muitos transtornos. “Está tudo tranqüilo, foi uma chuva rápida, mas as equipes ficarão de plantão”.
No Corpo de Bombeiros, o telefone de emergências não parou de tocar durante o temporal, mas todas as ocorrências foram classificadas como leves.
OS ESTRAGOS
No Jardim Paulistano, a lama invadiu três casas da Rua João Pimenta Oliveira. Ao fim do temporal, os moradores precisaram se unir para retirar toda a lama da via que fica em declive.
[FOTO2]
No Jardim Vicente Leporace, um raio danificou os aparelhos eletrônicos de um dos prédios do conjunto habitacional. Outro prédio foi destelhado na Rua Couto Magalhães, no Centro da cidade. Na Avenida Eliza Verzola Gosuen, no Jardim Ângela Rosa, e na Praça São Jorge, árvores caíram e interromperam o trânsito no local.
Nas Avenidas Doutor Ismael Alonso y Alonso e Hélio Palermo, os motoristas tiveram dificuldades para atravessar as poças d’água. Próximo ao Uni-Facef, um carro quase foi arrastado pela força das enxurradas. Na região do City Posto, a água invadiu a avenida e atingiu os estacionamentos e lojas do local. “Isso aqui é uma vergonha. Toda vez que chove é o mesmo problema. A lama e o lixo sobem tudo para a avenida”, disse o dentista José Carlos Rezende, 59.
Para ele, a maior preocupação é com a situação da via, que sofre com a erosão, e a ponte interditada. “Faz um ano que as paredes do córregos estão ameaçadas e ninguém faz nada. A Prefeitura está esperando que o pior aconteça. Se chover mais forte, terão que interditar a avenida e todos ficarão no prejuízo”, advertiu, revoltado.
Hoje, a previsão do Inmet é de ocorram novas pancadas de chuva na região.
Colaboraram Pablo Santos Pinto e Patrícia Paim
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.