Quase 140 mil pessoas lotam cemitérios no Dia de Finados


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A sexta-feira foi movimentada em Franca: quase 140 mil pessoas lotaram os três cemitérios da cidade. Em um dia em que na maior parte do tempo fez sol - choveu apenas no fim da tarde e à noite -, os cemitérios municipais tiveram sua rotina alterada e fecharam mais tarde em função do grande movimento, como explica o responsável pelos estabelecimentos, Fernando Sérgio de Paula Caetano. “Como a temperatura estava tranqüila e choveu pouco, teve missa nos dois cemitérios e as alamedas estavam lotadas. Com o movimento intenso, os dois cemitérios fecharam às 18h30”. O horário de fechamento normal é às 18 horas. Apesar de fechar mais tarde, o número de visitantes já era esperado por Fernando. O local que contou com maior número de visitas foi o Santo Agostinho, algo em torno de 80 mil pessoas, seguido pelo Cemitério da Saudade, no Centro, que recebeu por volta de 50 mil pessoas. Já no Parque Jardim das Oliveiras, a freqüência ficou em torno de 7 mil pessoas, movimento 30% maior do que no ano passado, de acordo com o gerente do cemitério, Paulo Roberto Cortes. “Este aumento reflete o número de sepultamentos do ano passado para cá”, explica. Yolanda Costa vai ao cemitério todos os anos no Dia de Finados e concorda com a expectativa dos administradores de que o movimento estava intenso. “Parece que o movimento maior é à tarde, mas já está bem movimentado”, disse ela, pela manhã. Ela comenta que sempre visita quatro túmulos quando está no local: os pais, avós e tios. “O Dia de Finados é de reencontro. A gente lembra das pessoas todos dias, mas hoje é especial.” Fernando ressalta ainda que três sepultamentos foram realizados na sexta-feira no cemitério Santo Agostinho. No último Dia de Finados foram realizados apenas um. ALMA MILAGROSA O túmulo que recebeu maior número de visitas durante o período em que a reportagem do Comércio da Franca esteve no Cemitério da Saudade foi, indiscutivelmente, o de Maria Conceição de Barros, a “Alma Milagrosa”. Não havia espaço na lápide de Maria Conceição, que estava lotada de vasos de flores e velas. Ao redor, fiéis rezavam e agradeciam as graças alcançadas e creditadas à jovem, enterrada no local em 1893 após ser assassinada pelo pai de seu filho, um fazendeiro rico que não aceitara o filho bastardo. Uma das pessoas que rezavam ali era Nair Fontaneli. Segundo a dona de casa, suas visitas ao cemitério são diárias e sempre passa pelo túmulo de Maria Conceição. “Fiz uma cirurgia e pedi para ela que corresse tudo bem e ela me ouviu”.

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